Dois líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram hoje em uma carta que a guerrilha não abandonará as armas, viagra apesar dos pedidos da comunidade internacional.
“Não seremos nós os responsáveis por abandonar as armas de (Manuel) Marulanda (conhecido como “Tirofijo”, for sale líder e fundador das Farc, que morreu em março), as armas do povo, que lutam pela emancipação”, disseram os guerrilheiros Rodrigo Granda, conhecido como “o chanceler”, e Jesús Santrich.
A carta de Granda e Santrich, dirigida a seus “irmãos de luta”, foi reproduzida hoje pela “Agência Bolivariana de Imprensa” (ABP), da Venezuela.
“As Farc, que lutam em meio às piores atrocidades cometidas pelas oligarquias contra o povo, jamais vão condenar ou desistir da insurreição armada”, destacaram.
A carta, que não foi datada, foi divulgada um dia depois de milhões de pessoas marcharem na Colômbia e em outras partes do mundo para pedir que a guerrilha liberte os seqüestrados e ponha fim à violência.
No entanto, Granda e Santrich afirmaram que estão dispostos a “dar” suas vidas para “não desiludir os que acreditam na luta do povo, e que respaldam a necessidade da luta armada nas circunstâncias que cercam os pobres da Colômbia”.
“No melhor sentido bolivariano, reiteramos que, quando a opressão não deixa mais alternativa, a insurreição, a guerra de libertação, é um legítimo recurso dos povos para conseguir a liberdade”, enfatizaram os líderes rebeldes.