O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central considera que a falta de crédito, unhealthy por conta da crise financeira internacional, treatment amplia os efeitos dos juros básicos (Selic) altos, usados para controlar a inflação. Segundo o colegiado, esse fator contribui para trazer a inflação de volta à meta central de 4,5% “já em 2009”. A informação consta da ata da última reunião do Copom, divulgada hoje (18).
O Copom também avaliou outro fator que leva à redução da inflação. Segundo a ata, diminuiu a preocupação do colegiado com o descompasso entre oferta e demanda, ou seja, procura por produtos e serviços acima da capacidade de oferta no momento. O comitê avalia que “a probabilidade de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação” possa estar diminuindo.
Por outro lado, segundo a ata, nas atuais circunstâncias de crise financeira internacional, “existe o risco de que os agentes econômicos passem a atribuir maior probabilidade de que elevações da inflação sejam persistentes”, o que reduz a eficácia da política monetária.
Para o Copom, se a desconfiança de consumidores e empresários persisitir “o dinamismo da atividade [econômica] passaria a depender crescentemente da expansão da massa salarial real e dos efeitos das transferências governamentais esperadas para este e para os próximos trimestres”.
O Copom considera que taxas de inflação elevadas diminuem os horizontes de planejamento das famílias e empresas e, conseqüentemente, reduzem o potencial de crescimento da economia, “além de ter efeitos regressivos sobre a distribuição de renda”.
Na reunião do Copom, realizada nos dias 9 e 10 deste mês, o colegiado decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano, apesar de ter analisado a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual.
A próxima reunião do Copom será realizada nos dias 20 e 21 de janeiro de 2009.