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Economia

Exportações do agro brasileiro batem recorde de US$ 12,05 bi em fevereiro

O agronegócio registrou o melhor fevereiro da história, com crescimento de 7,4% ante 2025, impulsionado por volume maior de soja e proteínas animais.

Redação Jornal de Brasília

12/03/2026 15h18

exportações do agro brasileiro

Foto: Divulgação

As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o melhor resultado da série histórica para o mês, representando 45,8% de todas as exportações do país.

Em comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento de 9% no volume exportado. O resultado reflete a estratégia do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária, voltada à ampliação e abertura de mercados para os produtos do agro.

As importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões.

A China permaneceu como principal destino, com US$ 3,6 bilhões e 30,5% do total exportado. Em seguida, a União Europeia, com US$ 1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$ 802,9 milhões (7%). Houve expansão para outros países da Ásia, como o Vietnã, com US$ 372,6 milhões (alta de 22,9%), e a Índia, com US$ 357,3 milhões (crescimento de 171,1%).

Entre os principais setores, o complexo soja liderou com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total e alta de 16,4%), seguido por proteínas animais, com US$ 2,7 bilhões (22,5% e crescimento de 22,5%), produtos florestais, com US$ 1,27 bilhão (10,5% e recuo de 1%), café, com US$ 1,12 bilhão (9,3% e decréscimo de 0,2%), e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 861,35 milhões (7,1% e queda de 4,2%).

Diversos itens não tradicionais registraram crescimento, reforçando a diversificação. Destaques incluem óleo essencial de laranja, com recorde de US$ 47,8 milhões (+28,8%); DDG de milho, US$ 36,2 milhões (+164,2%); farinhas de carne, extratos e miudezas, US$ 20,1 milhões (+10,5%); manteiga, gordura e óleo de cacau, US$ 17,2 milhões (+25,9%); e óleo de milho, US$ 15,9 milhões (+49,5%).

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, atribuiu o resultado ao aumento da oferta e à ampliação de mercados. “O Brasil caminha para colher safra recorde nos produtos vegetais e produção crescente nas proteínas animais. Esse aumento da produção amplia o excedente exportável do país e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado internacional”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou a agenda de acesso a mercados. “O Brasil amplia sua oferta, mas também amplia suas oportunidades de comércio. Foram nove novas aberturas de mercado apenas em fevereiro e 544 desde o início de 2023”, disse.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária

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