“Merkin desfrutava de um incomum e íntimo acesso a Madoff. A amizade, proximidade e atividades compartilhadas permitiam ao acusado uma oportunidade quase única de ter acesso à informação” sobre a empresa do financista, assegura o advogado Irving Picard na ação apresentada no Tribunal Federal de Falências de Nova York.
Madoff foi preso após confessar que criou e manteve por duas décadas a que pode ser a maior fraude financeira da história.
A pena do especulador, que deve sair no dia 16 de junho, pode chegar a 150 anos de prisão.
No processo, de 34 páginas, Picard defende que pelo menos entre 1995 e 2008 os fundos de investimento Gabriel Capital, Ariel Fund e Ascot Partners receberam grandes somas de dinheiro da empresa administrada por Madoff.
Picard afirma que o financista, que até janeiro era o presidente do Conselho de Administração da GMAC, a financeira da General Motors (GM), “ganhou dezenas de milhões de dólares” em comissões, mesmo “quando sabia ou devia ter sabido que a BLMIS -a firma de Madoff – estava envolvida em uma fraude”.
Merkin recebia essas comissões em troca de investir o dinheiro dos clientes na companhia do especulador.
Na ação há depoimentos de assessores de Merkin que disseram tê-lo alertado de que as rentabilidades obtidas por Madoff eram difíceis de acreditar e desproporcionais. EFE