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Economia

Eve, da Embraer, estuda carro voador híbrido para rotas de maior distância, diz CEO

Subsidiária da Embraer estuda combinar eletricidade e combustível em futura versão do eVTOL, enquanto avança nos testes do modelo elétrico e prepara nova fase de certificação

Redação Jornal de Brasília

12/06/2026 12h34

eve chicago xp scaled

Foto: Eve/Divulgação

PAULO RICARDO MARTINS
FOLHAPRESS

O CEO da Eve (da Embraer), Johann Bordais, disse nesta sexta-feira (12) que a empresa analisa a possibilidade de desenvolver no futuro uma nova versão do eVtol (veículo de pouso e decolagem na vertical), também conhecido como carro voador, com tecnologia híbrida, ou seja, que seja movido a eletricidade e a combustível.

Segundo o executivo, um modelo híbrido aumentaria o alcance do veículo, possibilitando o uso da aeronave para trajetos de maior distância. A aeronave que está sendo desenvolvida pela companhia atualmente tem alcance previsto de 100 km.

“No momento, a [tecnologia] híbrida é uma das que estamos analisando, no sentido de que poderia viabilizar um maior alcance. Mas ainda não tomamos nenhuma decisão; estamos avaliando as possibilidades”, disse Bordais a jornalistas na sede da Eve no Brasil, em São José dos Campos (86 km de São Paulo).

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Foto: Divulgação/Embraer

Ele afirma que, no momento, o foco da empresa continua voltado para o veículo elétrico. Ele diz que uma aeronave híbrida não seria uma boa solução para grandes centros urbanos, como São Paulo, já que o ruído seria um entrave para a operação.

Se a ideia avançar, a Eve pretende pedir à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) uma certificação mais simples, somente para o motor a combustão, sem ter de refazer os testes para o resto da aeronave.

“A nossa ideia é que, se for híbrido mesmo, é para utilizar a fuselagem atual, com todo o sistema atual. A bateria tem um peso e um volume que está usando hoje. Mas como que a gente reduz o tamanho da bateria e coloca no mesmo volume [mesma capacidade]? Esse que é o desafio da engenharia”, afirma.

A Eve concluiu em maio a etapa de voos pairados e de baixa velocidade com o protótipo de engenharia. Esse ainda não é modelo que será entregue aos clientes depois da certificação.

Segundo a empresa, foram 59 voos bem-sucedidos, com 2h27min33s acumulados.

A subsidiária da Embraer dará início nos próximos dois meses à fase de transição, na qual a aeronave faz a mudança do voo vertical para o horizontal e passa a ser sustentada por meio da asa e do propulsor, assim como um avião.

Ainda em fase pré-operacional, a Eve ampliou o prejuízo em 41% no primeiro trimestre, chegando a um déficit de US$ 68,8 milhões.

Em entrevista à Folha de S.Paulo anteriormente, Bordais disse que a empresa tem gastado o dinheiro de maneira cautelosa. Uma das estratégias, segundo ele, é não levar a aeronave a todas as feiras do setor, para evitar o custo de deslocamento.

“Acho que isso está progredindo. Inclusive é por isso que a gente está tomando um pouco mais de tempo para fazer a aeronave. A carteira de pedido e de pré-pedido é a maior de todos os fabricantes de eVtols, com mais de 2.700 aeronaves”, afirmou o executivo à reportagem à época.

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