O euro bateu nesta quinta-feira novo recorde frente ao dólar em Frankfurt, search ao superar o patamar de US$ 1, this site 43 ao longo do pregão, illness devido a números que indicam desaquecimento da economia dos Estados Unidos.
A moeda única européia apresentava cotação de US$ 1,4282 no fechamento, frente ao valor de abertura de US$ 1,4196.
Durante as negociações, no entanto, atingiu US$ 1,4311, cotação recorde e muito acima da de US$ 1,17 registrada em 4 de janeiro de 1999, primeiro dia de negociação da moeda única nos mercados de divisas internacionais.
O Banco Central Europeu (BCE) fixou hoje o câmbio oficial do euro em US$ 1,4299.
O dólar perdeu terreno também frente ao iene, à libra esterlina e ao franco-suíço, porque os números do mercado imobiliário americano em setembro foram negativos, disse à Agência Efe Antje Praefcke, analista de divisas do banco alemão Commerzbank.
A faixa de oscilação do euro nesta quinta foi de US$ 1,4187 a US$ 1,4311.
O ritmo de construção de casas nos EUA recuou em setembro pelo quarto mês consecutivo, para 10,2%. A queda foi maior que a prevista pelos analistas.
Os operadores prevêem agora que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) recue no fim de outubro a taxa básica de juros na maior economia do mundo para fazer frente a uma desaceleração no ritmo de crescimento.
Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) nos EUA subiu 0,3% em setembro, registrando o maior aumento desde maio, apesar do núcleo da inflação, que exclui preços de energia e alimentos, ter se mantido em 0,2% pelo quarto mês consecutivo.
Em ambos os casos, a evolução dos índices correspondeu às expectativas dos analistas, e por isso o Fed tem margem de aceitação suficiente para cortar os juros, que estão em 4,75%.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, já alertaram, no entanto, para os efeitos negativos da crise imobiliária sobre a economia.
Se o Fed baixar os juros, diminuirá a diferença com relação à taxa vigente entre os países que utilizam o euro como moeda oficial, de 4%, e também a rentabilidade dos ativos emitidos em dólares.
O euro tem avançado de forma intensa frente ao dólar desde o início de agosto, com o início da crise no mercado de crédito, que deu forças a temores de um grande retrocesso da atividade econômica nos EUA e gerou especulações com relação a uma política monetária mais expansiva, segundo o analista Praefcke.
Desde o final do ano passado, o euro já subiu 8,6%, levando-se em conta o câmbio oficial estipulado pelo BCE.
Em 12 de janeiro, o euro registrou seu menor valor frente ao dólar (US$ 1,2865), cerca de 11% abaixo de sua cotação atual.
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, disse recentemente que o dólar está ainda supervalorizado, e por isso poderia cair ainda mais, enquanto o euro está “muito perto” de atingir seu ponto de equilíbrio.
Os analistas consideram que na cúpula do G7, que começa amanhã em Washington, os sete países mais industrializados do mundo não chegarão a um acordo sobre as taxas de câmbio, segundo o Commerzbank.
Rato afirmou que o iuane, a moeda chinesa, deveria ter mais flexibilidade em sua oscilação com outras divisas, para “refletir a situação da economia do país asiático”.
O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, pediu, por sua vez, disciplina nos comentários sobre o câmbio e, desse modo, fez alusão a alguns líderes políticos como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que tem criticado o órgão por não dar ênfase ao crescimento e ao emprego dado o atual bom momento da divisa européia.