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Economia

Estrangeiros respondem por 33,67% de negócios em recorde da Bovespa

Arquivo Geral

06/11/2009 0h00

Os investidores estrangeiros foram responsáveis pela terça parte (33,67%) do volume recorde no valor de R$ 154,250 bilhões negociados em outubro passado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), informou hoje a entidade.

A participação dos estrangeiros no volume financeiro negociado na maior bolsa da América Latina subiu de 32,70% em setembro para 33,67% em outubro, segundo o balanço mensal divulgado hoje por sua direção.

A segunda posição entre os investidores na Bolsa de Valores de São Paulo é ocupado pelas pessoas físicas, cuja participação no volume negociado caiu de 31,01% em setembro para 30,53% em outubro.

Igualmente perderam espaço os investidores institucionais, com uma participação de 24,80% em outubro contra 25,90% em setembro; e as empresas, com uma participação de 1,95% no mês passado contra o 2,12% de setembro.

A participação das instituições financeiras no volume negociado subiu de 8,20% para 8,99% no período comparado.

O aumento da participação dos estrangeiros nos negócios em outubro elevou o saldo acumulado do capital estrangeiro na Bovespa nos primeiros dez meses do ano para R$ 32,887 bilhões.

Cerca de um terço de tal saldo corresponde às aquisições que os estrangeiros fizeram nas ofertas públicas de ações (OPA) realizadas no pregão de São Paulo este ano (R$ 13.735 bilhões).

Os estrangeiros adquiriram 57,6%, em valores, das novas ações lançadas na Bovespa este ano.

Quanto às ações já negociadas, apenas no mês de outubro os investidores estrangeiros fizeram compras no valor de R$ 51,134 bilhões e vendas de R$ 52,279 bilhões.

O forte apetite dos estrangeiros permitiu que a Bolsa de São Paulo registrasse em outubro um movimento de R$ 154,250 bilhões em um total de 9.161.252 negócios, “marcas alcançadas pela primeira vez”, segundo o boletim.

O volume negociado diariamente e o número de negócios por dia também foram recordes: R$ 7,340 bilhões e 436.250 negócios, respectivamente.

Para o alto volume negociado em outubro contribuiu principalmente o lançamento de ações feito pela subsidiária brasileira do banco Santander em São Paulo e Nova York, que foi a maior operação do tipo este ano no mundo.

Também contribuiu o crescimento do interesse dos investidores estrangeiros no país como consequência da atual força da economia brasileira no meio da crise vivida pelas outras nações.

O elevado interesse dos estrangeiros pela bolsa paulista também contribuiu, segundo o Banco Central, para que o saldo positivo entre a entrada e a saída de dólares no Brasil em outubro passado alcançasse seu maior nível nos últimos 28 meses: US$ 14,598 bilhões.

O saldo não era tão elevado desde junho de 2007, quando as entradas de divisas superaram as saídas em US$ 16,561 bilhões, de acordo com os dados do órgão emissor.

O resultado de outubro contrastou com o saldo negativo de US$ 4,639 bilhões de outubro do ano passado, quando a crise econômica global provocou uma fuga de divisas.

A forte entrada de dólares no país provocou uma valorização significativa do real sobre a moeda americana que já preocupa o Governo e, principalmente, os exportadores.

O Governo inclusive anunciou no final do mês passado a imposição de um encargo de 2% sobre a entrada de capital estrangeiro destinado à renda fixa e variável no país.

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