O estoque da DPF (Dívida Pública Federal) passou de R$ 1,457 trilhão em janeiro para R$ 1,494 trilhão em fevereiro, uma elevação, em termo nominais, de 2,56%, conforme relatório divulgado nesta quarta-feira pela Secretaria do Tesouro Nacional. O valor está dentro das bandas do Plano Anual de Financiamento (PAF).
No período, o estoque da DPFMi (Dívida Pública Mobiliária Federal interna) também apresentou aumento, passando de R$ 1,344 trilhão para R$ 1,397 trilhão, crescimento de 3,09%. Com relação à Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve redução de 4,53% em fevereiro na comparação com janeiro – encerrando o mês em R$ 97,31 bilhões (US$ 53,73 bilhões).
Ao comentar o relatório mensal da DPF de fevereiro, o coordenador-geral de Operações da Dívida, Fernando Garrido, destacou as emissões de R$ 39,70 bilhões e resgates totalizando R$ 11,62 bilhões, valores que incluem operações de troca, que foram de aproximadamente R$ 5 bilhões. O resultado foi de uma emissão líquida de R$ 28,09 bilhões.
Garrido ressaltou que no mês de fevereiro o Tesouro Nacional passou a emitir novos títulos, conforme previsto no Plano Anual de Financiamento para 2010. “Basicamente são títulos de longo prazo, prefixados e corrigidos por índices de preços”, afirmou.
Segundo o coordenador, o Tesouro passou a emitir títulos prefixados com vencimento em aproximadamente 10 anos (NTNF-2021). Até agora, o prefixado mais longo emitido pelo Tesouro era a NTNF-2017. Além disso, o Tesouro alongou os prazos dos títulos corrigidos por índices de preços (NTN-B). Até janeiro, estes papéis tinham vencimento em 2024, 2035 e 2045 e a partir de fevereiro eles foram substituídos por NTN-Bs 2030, 2040 e 2050.
Conforme Fernando Garrido, parte significativa da emissão líquida de fevereiro, de R$ 28,09 bilhões, ocorreu nesses novos títulos de prazos mais longos. No caso da NTN-F 2021, ao final de fevereiro, foram emitidos R$ 3,5 bilhões e nas NTNFs 2030 a 2050, R$ 6,5 bilhões.
Na avaliação do coordenador, a melhoria do perfil da dívida pública, com emissão de títulos prefixados mais longos e títulos corrigidos por índices de preços é importante porque implica em redução de risco para o Tesouro.
“Com menor risco de mercado, a tendência é que os investidores exijam taxas menores na colocação dos títulos da dívida pública. Então, o Tesouro obtém uma melhoria no perfil da dívida e uma conseqüente redução de custos”, reforçou, acrescentando essa redução de custos e a principal diretriz para administração da DPF.