O Governo americano apelou hoje da decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) que condena o país por não ter suspendido os subsídios a seus produtores de algodão, website like this parecer que foi estabelecido após recurso movido pelo Brasil dentro do âmbito do órgão.
As negociações tiveram início há cinco anos, quando o Brasil protestou contra os Estados Unidos perante a OMC por causa dos subsídios dados pelos americanos aos produtores de algodão do país e que prejudicavam os agricultores brasileiros voltados para esse cultivo, ao distorcer os preços internacionais do produto.
O Brasil ganhou a disputa em março de 2005, e a decisão exigia que os EUA introduzissem “ajustes administrativos” ou suspendessem os programas de créditos à exportação destinados a seus produtores de algodão. No entanto, o Governo americano não deixou de distribuir subsídios nem modificou seu sistema de distribuição de ajudas.
Sendo assim, em março de 2006, o Governo brasileiro decidiu abrir outra negociação para provar que a decisão da OMC não havia sido aplicada, e que as medidas protecionistas americanas continuavam a ser implementadas.
O principal órgão comercial do mundo julgou a queixa e voltou a condenar Washington, desta vez por descumprir o estabelecido.
Hoje, houve a informação de que os EUA apelaram deste segundo resultado, motivo pelo qual o processo volta a se estender por pelo menos mais três meses.
Somente ao fim desse processo, o Brasil terá o poder de aplicar sanções contra a primeira economia mundial.
Em uma instância prévia das negociações, o Governo brasileiro chegou a pedir sanções no valor de US$ 4 bilhões, mas retirou a solicitação porque Washington se comprometeu a parar de conceder os subsídios, algo que nunca ocorreu.
Por enquanto, o Governo americano pode continuar distribuindo as ajudas financeiras.
Segundo o ministério das Relações Exteriores, os EUA pagaram US$ 12,5 bilhões a seus produtores de algodão entre 1999 e 2003, o que permitiu ao país manter o segundo lugar na produção mundial da fibra.