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Economia

Erro no preenchimento de cheques no começo de novo ano pode gerar prejuízos

Arquivo Geral

06/01/2011 9h07

Soraya Sobreira

soraya.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

Em vez de “2011”, nos cheques, muitos preenchem “2010”, principalmente no mês de janeiro. Mas que fazer quando se erra o preenchimento e se o documento foi repassado ao comércio? Quando se percebe a troca de datas, o cliente deve recorrer à loja e trocar o cheque. Para quem não tem a mesma sorte, a desatenção pode se tornar dor de cabeça. Se o cliente não for localizado para trocar o cheque com data errada, este será devolvido pelo banco. “É um erro dizer que o cliente terá seu nome incluído no Serasa ou no SPC. O consumidor não pode ser negativado por conta disto”, avisa Adelmir Santana, presidente do Fecomércio-DF. O lojista é orientado a entrar em contato com o banco do cliente para ter as informações pessoais do dono do cheque. Com isso, será possível solicitar a troca.

 

Roberto Carlos de Deus, 28 anos, gerente da loja de acessórios para carro Premium Som, relata que nesta semana recebeu um cheque com data errada. “Era de R$ 1.200. Entrei em contato com ele, que retornou e trocou o cheque. Exigimos o número de telefone”, diz. O consumidor deve mesmo colocar o contato no verso do cheque. “A partir do equívoco, o lojista pode entrar em contato para substituir o cheque”, diz Geraldo Araújo, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas – DF, da qual faz parte o SPC. “A negativação é por causa de fundos”, reafirma.

 

E os erros são comuns apesar de o uso de cheques ter despencado na última década no País.  Para se ter uma ideia do desuso, entre janeiro e agosto de 2000, foram compensados 1,75 bilhão de cheques. Em igual período de 2010, os compensados totalizaram 747 milhões. Em uma década, houve redução de 57,4% na emissão de cheques. Em 2002, eles representavam metade dos pagamentos. Em 2009, apenas 15%. 

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