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Economia

Enel não tem interesse em vender distribuidora de energia de São Paulo, diz CEO

Flavio Cattaneo afirma que empresa não teme processo de caducidade conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica após apagão que atingiu milhões na região metropolitana

Redação Jornal de Brasília

23/02/2026 13h03

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Foto: Divulgação/Enel SP

FOLHAPRESS

O CEO da Enel, Flavio Cattaneo, afirmou nesta segunda-feira (23) que não está interessada em vender sua concessão de distribuição de energia em São Paulo.

Em entrevista coletiva, o executivo comentou sobre as dificuldades com a concessionária paulista, que enfrenta um processo que pode levar à caducidade da concessão (quando a companhia perde os direitos sobre a concessão), o que levou a especulações sobre uma potencial venda do ativo antes da perda do contrato.

Sobre o processo da Enel São Paulo, Cattaneo disse que a companhia “não tem medo”, pois acredita estar correta do ponto de vista jurídico.

A Enel tem defendido que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) não pode incluir em sua análise sobre eventual caducidade da concessão o apagão de dezembro do ano passado, quando a atuação da empresa foi novamente classificada como insatisfatória pela fiscalização do órgão regulador.

Segundo pareceres contratados pela Enel, isso seria ilegal e inconstitucional.

A Aneel concluiu sua análise e classificou como insatisfatório o desempenho da Enel em meio às falhas observadas em dezembro de 2025 na região metropolitana de São Paulo. A conclusão deve destravar o processo que pode resultar, no limite, na perda do contrato da concessionária.

O documento foi entregue ao diretor Gentil Nogueira, da agência, que aguardava a conclusão para se posicionar sobre o caso. Ele agora vai votar para incluir ou não os eventos daquele mês na análise sobre a eficiência da empresa, em um caso que pode levar à chamada caducidade do contrato.

Em 10 de dezembro, houve um apagão em São Paulo após um temporal na cidade que deixou 4,4 milhões de pessoas sem luz. Em alguns casos, a falta de fornecimento de luz durou mais de duas semanas.

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