Empresários brasileiros pediram hoje ao Congresso que paralise os trâmites para a entrada da Venezuela no Mercosul, information pills devido à ameaça feita pelo presidente venezuelano, purchase Hugo Chávez, de nacionalizar as companhias privadas que se oponham à reforma constitucional que propõe.
“Não se pode calar perante a ameaça do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de confiscar as empresas filiadas à Federação de Câmaras e Associações de Produção (Fedecámaras) por sua oposição à reforma constitucional”, diz um comunicado da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
A nota, assinada pelo presidente da CACB, Alencar Burti, afirma que os empresários brasileiros entendem que “a democracia aceita apoios e críticas” e alertam para a “ameaça” que, em sua opinião, existe na Venezuela contra as liberdades empresariais e de pensamento.
Ele acrescenta que também se “preocupa com a ameaça” de que a Venezuela “esteja na iminência de participar (como membro pleno) do Mercosul”, o que depende da aprovação dos Congressos brasileiro e paraguaio, já que Caracas foi aceita pelos Parlamentos uruguaio e argentino.
Segundo a CACB, “causa muitas dúvidas a aceitação (no Mercosul) de um país cujo dirigente atenta contra aquilo que é a luta do empresariado há mais de 200 anos: a liberdade de empreender”.
Burti pede que o Congresso e o Governo do Brasil “revejam a posição de apoio à Venezuela como membro do Mercosul enquanto durarem as restrições à liberdade de manifestação e as pressões sobre os que se posicionam contra os interesses do Governo”.
Esta semana, em um ato público, Chávez advertiu que poderia nacionalizar as empresas que decidirem participar ativamente da campanha contra a reforma constitucional que propõe, que será votada em referendo no domingo.
Chávez fez a advertência depois que o porta-voz da Fedecámaras, José Manuel González, pediu que “votassem contra” a proposta de reforma constitucional apresentada pelo presidente e que a sociedade venezuelana se “manifeste” para impedir sua aprovação.