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Economia

Empresários brasileiros pedem entrada da Venezuela no Mercosul

Arquivo Geral

16/10/2007 0h00

Representantes da Câmara Venezuelana-Brasileira de Comércio e Indústria pediram hoje a entrada da Venezuela no Mercosul, page que ainda depende da aprovação dos congressos de Brasil e Paraguai para ser concretizada.

O presidente do grupo empresarial, tadalafil José Francisco Marcondes, information pills se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a quem apresentou pesquisas que demonstram que a maior parte do setor privado brasileiro apóia a entrada da Venezuela como membro pleno do bloco, atualmente integrado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Segundo Marcondes, a adesão da Venezuela ao Mercosul será um fator de impulso ao comércio regional e, no caso do Brasil, fortalecerá o comércio em sua extensa fronteira com o país vizinho.

A pesquisa apresentada por Marcondes mostra que 76,43% das empresas brasileiras que mantêm relações comerciais com a Venezuela apóiam a entrada deste país como membro pleno do Mercosul.

Também destaca que somente 0,64% das empresas consultadas manifestou uma opinião contrária. Segundo o grupo empresarial, 64,9% das companhias consultadas são de “grande porte”, dentre as que se destacam Sadia, Odebrecht e Vale do Rio Doce.

O relatório assegura que estão contempladas as 250 principais empresas importadoras e as 250 maiores indústrias exportadoras, que representam 70% do comércio exterior brasileiro. A adesão definitiva da Venezuela ao Mercosul depende ainda de fatores políticos e técnicos.

No campo político, foi aprovada pelos congressos da Argentina e Uruguai, mas ainda precisa do sinal verde dos Parlamentos de Brasil e Paraguai.

No terreno técnico, a Venezuela ainda tem três anos para terminar de se adequar às normas tarifárias do bloco.

Em sua visita ao Congresso, Marcondes foi acompanhado hoje pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que admitiu que as recentes críticas do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao Parlamento brasileiro “geraram suscetibilidades” e um ambiente contrário à aprovação do tratado de adesão da Venezuela.

Rebelo, no entanto, afirmou que “as feridas já cicatrizaram”, e que começa a existir o clima político apropriado para a votação.

Em meados do ano, Chávez se queixou da demora do Legislativo em aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul, e acusou o Congresso brasileiro de seguir “instruções” dos Estados Unidos.

Apesar da polêmica, o tratado de adesão será examinado no próximo dia 24 pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, e caso seja aprovado, será enviado para ser votado no plenário da Câmara e no Senado.

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