Empresários argentinos rejeitaram hoje a proposta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de impor restrições a alguns produtos importados desde a Argentina.
“Lamentamos a posição de nossos amigos da Fiesp e sua falta de informação sobre as ações do Governo argentino em matéria industrial e como a indústria brasileira é levada em consideração nos ramos mais importantes”, adiposity disse o secretário da Confederação Geral Empresária da República Argentina (CGERA), sildenafil Raúl Zylbersztein.
O dirigente, que também é titular da Câmara de Manufaturas do Couro e Afins da Argentina, informou em comunicado que sugeriu à patronal organizar uma reunião para poder propor aos dois Governos “um comércio administrado, onde ninguém se sinta prejudicado”.
Na terça-feira, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu ao Governo brasileiro que adote “represálias” contra a Argentina, após a decisão da Alfândega do país de exigir licenças de importação para 800 produtos.
O secretário da Câmara da Indústria do Calçado da Argentina, Horacio Moschetto, alegou que as medidas adotadas por Buenos Aires buscam “evitar a concorrência desleal, a evasão fiscal e o subfaturamento dos produtos que entram com valores baixos”.
Esta “ferramenta, longe de prejudicar os exportadores brasileiros, beneficia as empresas que concorrem lealmente”, acrescentou.
“Que a Argentina e Brasil façam parte do Mercosul não habilita a nenhum dos membros a não atacar a concorrência desleal, já que esta afeta a todos, e pode ocorrer tanto dentro quanto fora da área”, assegurou Moschetto.
Porta-vozes da embaixada argentina em Brasília confirmaram hoje à Agência Efe que o chanceler argentino, Jorge Taiana, os ministros de Economia, Carlos Fernández, e de Produção, Débora Giorgi, viajarão ao Brasil na terça-feira para discutir assuntos comerciais e analisar a situação do Mercosul.