Os aviões serão entregues, em média, dois por mês a partir de 2010 e representarão para a Aerolíneas Argentinas um desembolso de US$ 600 milhões. Do valor, 85% serão financiados por um crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Como parte do acordo, assinado hoje em um ato com a presença da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, a empresa brasileira produzirá partes das aeronaves na Fábrica Militar de Aviões de Córdoba, no centro da Argentina, que está em vias de nacionalização após uma década nas mãos da americana Lockheed Martin.
“Hoje é um dia muito especial. Após 16 anos, a Aerolíneas Argentinas volta a adquirir aviões. Não é só uma notícia econômica, mas é também a recuperação da dignidade nacional”, ressaltou Cristina.
A presidente lembrou a necessidade de a companhia aérea, à qual chamou de “instrumento de soberania nacional”, voltar a recuperar o prestígio perdido.
As autoridades argentinas destacaram a importância deste contrato para renovar a frota da companhia e de sua subsidiária para voos internos Austral, que em julho passado, quando o Governo decidiu avançar na nacionalização, só contava com 20 aviões operacionais.
Atualmente, a frota conta com 47 aparelhos, mas em sua maioria de entre 20 e 30 anos de uso. Por isso, o Governo argentino procura modernizá-la com novas compras. EFE