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Economia

Em setembro, indústria cresce em todos os setores pesquisados pela CNI

Arquivo Geral

05/11/2007 0h00

A atividade da indústria brasileira no mês de setembro apresentou crescimento em todos os indicadores pesquisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Dados da entidade divulgados hoje mostram que o emprego cresceu 0, discount 5% em relação a agosto, considerando-se o ajuste sazonal.

Com isso, há 22 meses o emprego na indústria não apresenta variação negativa – nesse período, o emprego apresenta alta de 8%.

A massa real de salário também aumentou em setembro, registrando crescimento de 5,7% na comparação com o mesmo mês de 2006.

Em dez dos 19 setores industriais o rendimento pago ao trabalhador aumentou, com destaque para veiculos automotores e alimentos e bebidas.

As vendas reais aumentaram 0,2% em relação a agosto, quando o crescimento havia sido de 1,5%. Os dados também  levam em conta os ajustes sazonais.

O número de horas trabalhadas subiu 0,6% em setembro, considerando-se o fato de que o mês teve quatro dias úteis a menos que agosto, por causa do feriado de 7 de Setembro.

A indústria de transformação operou, em média, com 87% da capacidade instalada, um aumento de 0,5 pontos percentuais sobre agosto, segundo a variação dezassonalizada.

“Todos os setores pesquisados tiveram aumento. Esse ritmo assemelha-se ao de 2004, quando registrou-se o melhor desempenho da década”, disse o economista da CNI, Paulo Mol.

Apesar do otimismo dos indicadores, ele salientou que nem todos os fatores que apresentam crescimento podem se sustentar nos próximos anos.

“Há um processo de interrupção da queda de juros que pode ter um impacto importante sob a atividade industrial. E, dessa forma, ter um impacto adicional no emprego, afetando, por exemplo a massa de salários”.

Segundo ele, também é preciso ficar atento à carga tributária do país. “Grande parte dos gastos do governo é financiado em grande parte pela expansão da carga tributária. Essa expansão é finita, e não tem como imaginar que um crescimento sustentado da economia vai ser pautado pelos gastos do governo”.

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