O valor de mercado das empresas brasileiras listadas em bolsa caiu R$ 373 bilhões em apenas dois meses, pharm entre maio e julho, segundo um estudo divulgado hoje pela empresa de consultoria Economática.
De acordo com a análise, as empresas brasileiras de capital aberto tinham no final de julho um valor de mercado de R$ 1,927 trilhão, seu menor nível desde agosto de 2007.
A depreciação foi provocada tanto pela queda da Bolsa de Valores de São Paulo, que em junho acumulou perdas de 10,44% e em julho de 8,48%, como pela valorização do real frente ao dólar, que esta semana chegou a seu menor valor desde janeiro de 1999.
A valorização da moeda brasileira reduz o valor das empresas brasileiras listadas em outros mercados, principalmente em Nova York.
Esses fatores provocaram uma forte queda de valor de mercado das empresas brasileiras, que tinham chegado em maio a um recorde de R$ 2,3 trilhões, graças à decisão de duas agências de classificação de risco de conceder ao Brasil o grau de investimento, ou seja, o status de país sem ameaça para os investimentos estrangeiros.
Isso significa que em dois meses as empresas brasileiras perderam 16,2% do valor de mercado que tinham em maio.
De acordo com a Economática, Petrobras e Vale do Rio Doce são responsáveis por 47,4% do valor de mercado perdido pelas empresas brasileiras nos dois últimos meses.
As duas empresas, líderes na Bovespa e cujo valor de mercado caiu R$ 176,9 bilhões, foram as principais afetadas nas últimas semanas pelas turbulências nos mercados externos.
O valor da Petrobras foi reduzido em R$ 116,8 bilhões em dois meses, o que equivale a 31,3%, e o da Vale em R$ 60,1 bilhões (16,1%).
A terceira empresa que mais perdeu valor nos dois meses foi o Banco do Brasil, com uma queda de R$ 18,9 bilhões ou 5,1%.