FERNANDO NARAZAKI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Os economistas voltaram a reduzir a previsão para a inflação neste ano e também da taxa de juros para 2026.
O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) aponta que os analistas esperam que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) feche o ano a 4,36%, uma diminuição de 0,04 ponto percentual em relação à semana anterior.
Com isso, a previsão segue dentro do limite da meta de 3%, estipulada pelo Banco Central, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Ela se distanciou do teto da meta, mas ainda está longe do centro como almeja o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Os analistas ouvidos pelo BC ainda diminuíram a expectativa para o próximo ano, que foi de 4,16% para 4,10%. Já a perspectiva para 2027 e 2028 permaneceram em 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Outra mudança no boletim Focus foi a queda na previsão para a Selic de 2026, que estava em 12,25% e foi para 12,13%. Na última quarta-feira (10), o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC manteve a taxa de juros em 15% e não sinalizou um corte em janeiro, quando ocorrerá a próxima reunião.
Já as expectativas da Selic seguem em 10,5% e 9,5% para 2027 e 2028, respectivamente.
Os analistas ainda reduziram a previsão do PIB (Produto Interno Bruto) de 2027, que foi de 1,84% para 1,83%. Para este ano, o crescimento econômico permaneceu em 2,25%.