Os economistas dos bancos privados brasileiros revisaram para cima a previsão de crescimento da economia do país este ano, information pills apesar das turbulências que afetam os mercados mundiais, mas agora esperam uma menor valorização do real frente ao dólar.
De acordo com uma pesquisa divulgada hoje pelo Banco Central (BC) que contém a opinião dos analistas de vários bancos e agências privadas financeiras, os economistas elevaram sua previsão para o crescimento econômico brasileiro em 2007 de 4,6%, há uma semana, para 4,62%.
A previsão dos analistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano ficou próxima à meta do Governo, que espera um crescimento de 4,7% para este ano.
A projeção para o crescimento em 2008 também melhorou, de 4,3% há uma semana para 4,35% na pesquisa divulgada hoje. A enquete foi realizada na sexta-feira, ainda sob os efeitos da turbulência que atingiu os mercados.
Os economistas melhoraram suas previsões apesar dos efeitos que puderam ser sentidos na semana passada pelas turbulências internacionais provocadas pelo temor de uma crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos.
O medo de que a crise americana possa se estender a vários países que exportam seus produtos aos Estados Unidos provocou a queda da Bolsa de Valores de São Paulo a um de seus menores níveis do ano e a uma forte valorização do dólar frente ao real, voltando a ser negociado acima de R$ 2.
Segundo a pesquisa do BC, os economistas não acreditam que as turbulências possam afetar a economia brasileira, mas devem pressionar o dólar em alta.
A previsão dos economistas para o câmbio até o final de 2007 foi elevada de R$ 1,85 por US$ 1, calculados há uma semana, para R$ 1,90 por US$ 1, atualmente.
Os economistas mantiveram suas previsões de que o Brasil fechará este ano sua balança comercial com um superávit de US$ 43 bilhões e que receberá investimentos estrangeiros diretos de US$ 27 bilhões, o que também demonstra a confiança na economia brasileira.
A pesquisa, no entanto, mostrou um pessimismo em relação à inflação em 2007, cuja previsão foi elevada de 3,75% há uma semana para 3,77%, um índice ainda abaixo da meta do Governo (4,5%).