O Comitê de Política Monetária (Copom), visit do Banco Central (BC), pode ir mais além do que um corte de 1 ponto percentual, reduzindo a taxa básica de juros em 1,5 ponto percentual na reunião de hoje (29).
Essa é a expectativa do economista Flávio Castelo Branco, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que vê no corte anterior, que foi de 1,5 ponto percentual, uma tendência. “Mantendo a tendência de corte compatível com a última reunião do Comitê de Política Monetária”, disse o economista sobre sua previsão.
Ele disse que, apesar da repercussão de declarações em que a previsão é de queda de 1 ponto percentual, o BC poderá ir mais além, em vista da necessidade de crédito mais barato vivida pelas grandes empresas.
“A queda de juros pode aumentar a confiança do setor produtivo, facilitando a oferta de crédito que continua escasso, mas é necessário também um conjunto de ações nessa direção, pois este continua sendo um grande problema num momento de crise internacional”, afirmou.
Ele argumenta que a crise internacional começou afetando as exportações e, depois, reduziu o crédito, provocando mais danos nas pequenas empresas. Apesar dos resultados negativos do primeiro trimestre do ano, a confiança do empresário industrial, conforme o economista, está menos negativa agora que em janeiro.
De acordo com Castelo Branco, o trimestre que se iniciou em abril deverá ser de transição, mas não ainda de recuperação da atividade produtiva. A CNI divulgou hoje o boletim trimestral Indicadores Industriais.