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Economia

Economia mundial crescerá, mesmo com eventual recesso nos Estados Unidos, diz presidente do BC

Arquivo Geral

25/09/2007 0h00

Ainda que uma eventual desaceleração na economia dos Estados Unidos afete em “grau moderado” outros países, side effects a economia mundial vai crescer a taxas “saudáveis” tanto em 2007 como em 2008.

A análise foi feita hoje pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Ele pondera que, embora a probabilidade seja pequena, há “um certo risco” de a economia norte-americana entrar em recessão.

Segundo ele, isso poderia ocorrer por causa de efeitos “não totalmente conhecidos”, mas originados em empresas de crédito imobiliário, fundos ou investimentos com ativos no crédito imobiliário.

Recentemente, o mercado imobiliário dos Estados Unidos sofreu uma turbulência, depois que alguns credores deixaram de pagar suas dívidas.

A crise não chegou a afetar a economia brasileira. Os reflexos ficaram concentrados e ficaram sentidos, principalmente, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que operou em baixa após meses de recordes, e no câmbio, que subiu depois de um período de altas sucessivas.

Os efeitos já estão sendo revertidos. Ontem, por exemplo, a Bovespa bateu recorde e zerou os prejuízos causados pela crise norte-americana.

Embora tenha ressaltado que “nenhum país pode se considerar imune a turbulências internacionais”, Meirelles voltou a afirmar que a economia do Brasil está em condições de entrar em 2008 “funcionando dentro de uma dinâmica extremamente favorável, a exemplo do que está acontecendo neste ano”.

O presidente do BC lembrou que o crescimento nacional está impulsionado pelo aquecimento da demanda interna, motivado pela melhora na renda e pela expansão do crédito.

“Tudo isso está acontecendo em um ambiente de flexibilização da política monetária que ainda não mostrou todo o seu efeito”, ponderou.

Uma vez mais, Meirelles afirmou que a segurança do país também está apoiada no saldo elevado da balança comercial, nas reservas internacionais que ultrapassam US$ 160 bilhões, no equilíbrio da inflação, no saldo positivo da conta corrente internacional, além de outros indicadores.

Com relação às exportações, ele lembrou que o Brasil está diversificando sua pauta de comércio exterior. “Os Estados Unidos são o maior parceiro comercial do Brasil. Hoje, o nosso comércio com eles se situa em 17%, mas já esteve em 25%-26%. Esse número é a participação de toda a União Européia nas vendas para os Estados Unidos”.

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