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Economia

Economia brasileira cresce em ritmo mais lento e sob a ameaça da inflação

Arquivo Geral

10/06/2008 0h00

 A economia brasileira cresceu no primeiro trimestre do ano 5, viagra 60mg 8%, doctor em comparação ao mesmo período de 2007, uma notícia que hoje gerou satisfação e cautela no próprio Governo, devido ao risco de inflação.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estão acima das previsões públicas e privadas, mas se observados de forma mais atenta podem revelar algumas fragilidades, segundo empresários e economistas.

Comparado com o resultado do último trimestre de 2007, o crescimento foi de apenas 0,7%.

É um número baixo, favorecido pela aceleração do último trimestre de 2007, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,6%, para coroar um crescimento anual de 5,4%.

Segundo o Governo, o esfriamento do primeiro trimestre deste ano foi provocado por um leve esfriamento do consumo final.

“Estou convencido de que manteremos isso por muitos anos”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o resultado.

“Basta que não percamos o bom sentido de não permitir que a inflação retorne e que a demanda não cresça de forma exagerada em cima da oferta”, afirmou Lula.

Para o ministro da Fazenda Guido Mantega não seria ruim moderar os ímpetos consumistas dos brasileiros.

“Não estamos derrubando a demanda, é apenas uma ligeira desaceleração. É jogar um pouco de água na fervura”, disse Mantega em entrevista coletiva.

Para Mantega, a desaceleração no primeiro trimestre era “desejada” e foi “bastante moderada”.

Segundo o ministro, o ritmo atual aponta uma expansão no PIB de 5% em todo ano de 2008 e a uma “taxa similar” para 2009 e 2010.

Vários economistas independentes destacaram hoje que o crescimento continua robusto, apesar da desaceleração e está mais ajustado às condições reais da economia.

A principal preocupação do Governo é conseguir uma “convergência” entre a oferta e a demanda no mercado interno, para evitar o retorno da inflação.

Para tentar conjurar esse medo, o Banco Central voltou um pouco atrás em sua política monetária conservadora que se baseia em manter as taxas de juros reais e nominais “mais altas do mundo”.

A meta do Banco Central para este ano é de que o Brasil tenha um aumento de 4,5% de inflação anual, com uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para abaixo.

Mas todas as previsões apontam que o indicador ameaça sair do limite superior, o que gera certa precaução.

O Banco Central fixou na semana passada a taxa de juros básica referencial em 12,25% anual para os títulos públicos. Mas na prática para o consumidor final, os juros variam desde 60% para a compra de carros até mais de 185% para empréstimos pessoais bancários e mais de 260% para cartões de crédito.

Os altos juros são um lastro para o crescimento, segundo empresários e economistas.

Para a empresa de consultoria Austin Rating, a atividade econômica ganha mais força desde 2007 devido à expansão do crédito, ao aumento da massa de salários pagos e à valorização do real.

“Ao contrário de exercícios anteriores, o crescimento não está concentrado em poucos setores, mas disseminado em toda a economia”, acrescentou.

A empresa de consultoria manteve para todo 2008 sua expectativa de um crescimento de 4,6% do PIB.

A expansão do crédito, o crescimento da renda e os programas sociais do Governo em um ano de eleições municipais contribuirão para que se mantenha a expansão, acrescentou.

Para empresários, a forte valorização do real – de 20% no último ano – barateia produtos importados, mas freia a competitividade da indústria e suas exportações.

“O Brasil tem toda a possibilidade de crescer de forma sustentável, mas as altas taxas, o câmbio supervalorizado, novos impostos e gastos públicos crescentes vão na contramão do crescimento”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

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