A economia americana perdeu 17 mil empregos em janeiro, sildenafil o primeiro corte no mercado de trabalho desde agosto de 2003, o que aumenta a ansiedade em Wall Street e as pressões políticas para evitar uma recessão nacional.
A taxa de desemprego ficou em 4,9%, com uma leve queda de 0,1% em relação ao mês de dezembro, segundo relatório divulgado hoje pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos.
Ao expor um enfraquecimento do mercado de trabalho, que pode gerar impacto sobre o consumo, o relatório provocou nervosismo em Wall Street.
O presidente George W. Bush, aproveitou o relatório para pedir que o Congresso aprove o plano de estímulo econômico.
“Pela primeira vez em 52 meses não encontramos empregos”, reconheceu o presidente.
“Há sinais sérios de que a economia está enfraquecendo. Acredito que o Governo tenha uma certa responsabilidade”, declarou.
Bush reconheceu a fraqueza atual da economia, mas logo em seguida garantiu que os alicerces são sólidos.
“A inflação é baixa, a produtividade é alta”, disse. “A economia se recuperará deste período de incerteza. As bases fundamentais são fortes”, acrescentou.
O número total de desempregados está em 7,6 milhões, um dado importante para uma sociedade como a americana, onde o consumo é responsável por dois terços do Produto Interno Bruto (PIB).
O relatório é um dos indicadores econômicos mais importantes do Governo, por servir como um guia para medir a estabilidade do mercado de trabalho.
Os cortes de empregos, outro claro sinal do impacto da crise imobiliária e de créditos na economia, são registrados em todos os setores produtivos, segundo o documento.
As indústrias de serviços, manufatura e construção eliminaram milhares de postos de trabalho, assim como o setor público.
A perda geral de postos de trabalho fez com que a boa notícia do aumento de vagas nos setores de vendas no atacado, saúde e educação, entre outros, fosse ofuscada.
As principais vítimas do desemprego nos EUA são os negros e hispânicos: 9,2% e 6,3% deles estão desempregados, respectivamente, assim como 4,4% dos brancos e 3,2% dos asiáticos.
Não foram incluídas no relatório 1,7 milhão de pessoas há um ano sem trabalho “porque não procuraram emprego nas quatro semanas prévias à elaboração do relatório”, segundo o Departamento de Trabalho.
Desse número, 467 mil americanos abandonaram totalmente a busca por uma vaga, “porque não acreditavam que houvesse algo disponível para eles”, segundo a análise.
A maioria dos especialistas esperava que a taxa de desemprego se mantivesse no nível de 5% e que houvesse um aumento no número de contratações. Uma redução na quantidade de empregos não era esperada.
As más notícias de hoje somam-se às divulgadas na quinta-feira pelo Departamento de Comércio, de que o gasto dos consumidores em dezembro, época de compras natalinas, teve um aumento de apenas 0,2%.
O relatório entra em cena no momento em que o Congresso dos EUA debate um plano de reativação econômica para ser enviado ao escritório presidencial na semana de 15 de fevereiro.
No Senado, tanto democratas quanto republicanos empenham-se em ampliar e modificar a versão do plano de estímulo econômico aprovado na terça-feira pela Câmara de Representantes, que inclui reembolsos tributários para milhões de famílias e incentivos fiscais ao empresariado.
A oposição democrata aproveitou o relatório para destacar a urgência em aprovar o plano de estímulo.
“Os números de hoje são uma prova clara de que necessitamos de uma ação imediata para reativar nossa economia, e a expansão dos benefícios de desemprego é parte indispensável desse esforço”, disse o senador democrata Edward Kennedy.
O Departamento do Trabalho concordou com a oposição política em relação à urgência de agir e, numa tentativa de mostrar dados positivos apresentados pelo relatório, destacou que, apesar da perda de empregos no setor público em janeiro, “o setor privado permaneceu praticamente sem mudanças”.
“Diante de um aumento de 64 mil empregos em dezembro, teremos que esperar mais um mês para conseguir um panorama mais amplo da situação trabalhista em janeiro”, disse a secretária de Trabalho americana, Elaine Chao.
O plano de estímulo tem que estar em um só texto final e ser aprovado por ambas as câmaras do Congresso para se transformar em lei para que então milhões de americanos possam receber a restituição de impostos a partir de março.