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Economia

Eco Invest repassa R$ 100 milhões para recuperação de 4 mil hectares na Mata Atlântica

Recursos financiam práticas sustentáveis para cultivo de cana-de-açúcar em pastagens degradadas pela Adecoagro.

Redação Jornal de Brasília

13/01/2026 11h13

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda realizou o primeiro repasse de R$ 100 milhões do 2º Leilão do Programa Eco Invest Brasil à Adecoagro, por meio do Itaú BBA. O valor será investido na recuperação produtiva de aproximadamente 4 mil hectares de pastagens degradadas na Mata Atlântica, integrando o Programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária.

O financiamento estruturado viabiliza a adoção de práticas agrícolas sustentáveis para o preparo do solo, plantio, manejo e aquisição de insumos destinados ao cultivo de cana-de-açúcar. A produção abastecerá uma usina no Mato Grosso do Sul, com carência de dois anos e prazo de sete anos para pagamento.

A iniciativa promove impactos positivos ambientais, econômicos e socioambientais. Ambientalmente, inclui medidas de resiliência hídrica, como captação de água de chuva via cisternas, barraginhas e curvas de nível, além de plantio direto e uso de bioinsumos. Economicamente, estimula o desenvolvimento local e fortalece a cadeia produtiva regional.

Entre as contrapartidas obrigatórias, destacam-se o balanço anual de emissões de gases de efeito estufa, certificação de boas práticas trabalhistas e inclusão de gênero, com pelo menos 15% de mulheres na força de trabalho.

“Essa é a primeira operação do 2º Leilão e reforça o papel do sistema financeiro como parceiro estratégico na ampliação dos investimentos em recuperação de terras degradadas voltadas ao agronegócio”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. Ele enfatizou que o programa combina produtividade e sustentabilidade para ampliar a competitividade do Brasil.

No 2º Leilão, realizado em 2025, o programa mobilizou cerca de R$ 30 bilhões em investimentos para restaurar 1,4 milhão de hectares. Os recursos serão distribuídos principalmente no Cerrado (57%), Mata Atlântica (13%), Amazônia (12%), Caatinga (10%) e biomas Pampa e Pantanal (4% cada). Beneficiários incluem produtores rurais, cooperativas e empresas âncoras do agronegócio.

A expectativa é que novos projetos sejam financiados ainda no primeiro trimestre do ano, ampliando o impacto da iniciativa.

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