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Economia

Durigan: Move não tem tido adesão esperada inicialmente, mesmo com garantia do governo

Houve uma reunião no Palácio da Alvorada no fim da tarde desta quarta-feira, 19, destinada a esse assunto

Redação Jornal de Brasília

19/08/2026 20h35

dario durigan

Dario Durigan, Ministro da Fazenda do Brasil. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Brasília, 19 – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para os ministros passarem em revista o status dos programas anunciados recentemente, inclusive o Move Brasil, programa de crédito destinado a motoristas de aplicativo e taxistas para compra de carros novos e sustentáveis com preços até R$ 150 mil. Houve uma reunião no Palácio da Alvorada no fim da tarde desta quarta-feira, 19, destinada a esse assunto.

“O que a gente tem visto é uma presença, uma participação maior dos bancos públicos – do Banco do Brasil e da Caixa – e menos apetite por parte dos bancos privados. Nós estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, não tem tido a adesão que a gente inicialmente esperava”, disse o ministro a jornalistas. O Fundo Garantidor de Investimentos (FGI-Peac) cobre grande parte do risco de crédito para os bancos, o que deveria facilitar a adesão das instituições ao programa.

De toda forma, ele sustentou que o volume de vendas pelo programa, ainda que menor do que o esperado originalmente, é “bastante considerável, dado que nós estamos com o mercado de carros bastante aquecido e estamos fazendo mais da metade do que se faz no mês”.

“Então, ainda que a gente não tenha um grande resultado como se esperava, nós estamos conseguindo avançar e acho que é razoavelmente satisfatório com a gente podendo ainda seguir em conversas e melhorar as condições”, completou, sem apresentar os números atualizados do programa.

Questionado sobre se há alguma possível alteração para garantir uma adesão maior ao Move, Durigan disse que há mudanças que podem ser feitas na integração com as plataformas para receber informação sobre o rendimento das pessoas. “Nós tratamos de uma série de questões, então ainda para avaliação, para a gente testar com os bancos privados, entender o apetite, ver se melhorias aqui ou ali podem ajudar num volume maior nesse programa”.

Durigan também falou na reunião dos números do Desenrola e sobre outras linhas de crédito voltadas a caminhão e ônibus e motocicletas. “A gente fez um balanço de como estão os programas Acho que todos bem, com a gente tendo essa deficiência ainda no programa de carros. De novo, com essa ponderação de que, ainda que tenha avançado menos do que a gente gostaria, que ele tem gerado um avanço importante”.

Estadão Conteúdo

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