O ministro da Fazenda, Dario Durigan, repetiu nesta quinta-feira, 6, que o governo Luiz Inácio Lula da Silva melhorou as contas públicas, o que resultou em um ajuste de dois pontos porcentuais (pp) do Produto Interno Bruto (PIB) no déficit primário. Em seguida, afirmou que esse compromisso seguirá nos próximos quatro anos, caso o presidente Lula seja reeleito.
“É com esse compromisso que nós vamos para os próximos quatro anos, melhorando as contas públicas”, disse Durigan, em entrevista à GloboNews. “O que nós precisamos fazer, sem deixar de reconhecer os fatos, é melhorar ainda mais a nossa situação fiscal.”
Ao longo da entrevista, Durigan também afirmou que o arcabouço fiscal “veio para ficar” e que o mercado reconhece que o governo zerou o déficit, apesar das críticas em relação às exceções do arcabouço. “O que nós precisamos fazer é reforçar a nossa política fiscal, para que no próximo mandato a gente tenha um esforço de País para reduzir a taxa de juros”, emendou.
Gestão do Orçamento e da dívida
Na mesma entrevista, o ministro da Fazenda disse que o governo não está gastando mais do que arrecada e que não há descontrole do ponto de vista da gestão do Orçamento.
“O Brasil tem uma dívida que a gente tem que rolar, então eu pago a dívida antiga e emito título novo para pagar a dívida antiga – o que todos os países do mundo fazem. É nessa gestão da dívida que nós estamos falando do aumento do endividamento, não é no que o governo está gastando durante o ano. Veja, em ano de eleição, que é o caso desse ano, nós estamos fazendo um bloqueio no Orçamento de R$ 17 bilhões”, emendou Durigan.
O ministro ponderou que, para o futuro, há uma discussão sobre a rolagem da dívida, sobre endereçar juros e diminuir o endividamento, mas frisou que, no momento, não há uma crise fiscal no País.
Acrescentou que o governo seguirá fazendo um esforço fiscal à frente da mesma magnitude que fez nos últimos quatro anos.
Estadão Conteúdo.