Menu
Economia

Durigan diz que dívida do Brasil é alta, mas está sob controle

Ministro da Fazenda afirma que o endividamento do país segue elevado, mas em patamar inferior ao de outras grandes economias.

Redação Jornal de Brasília

27/07/2026 12h32

0d9a5358

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a dívida pública brasileira continua elevada, mas está sob controle e em patamar inferior ao de diversas economias desenvolvidas.

Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, ele disse que não existe uma regra internacional que estabeleça um limite único para o endividamento dos países e defendeu que a situação fiscal deve ser analisada de acordo com as características de cada economia. Durigan ressaltou que a comparação favorável ao Brasil em termos proporcionais, na relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB), não significa que a situação do país esteja confortável.

Segundo o ministro, a dívida bruta do Brasil está entre 80% e 81% do PIB, enquanto alguns países alcançam níveis que chegam a 200%. Ele afirmou ainda que, quando se observa Estados Unidos, países da Europa, China e Japão, o endividamento é maior do que o brasileiro, embora o país também tenha um nível alto de dívida.

Durigan explicou que, mesmo com projeções conservadoras do Tesouro Nacional, a dívida brasileira continuará crescendo até 2030, mas depois começará a reduzir em termos proporcionais ao PIB. Para ele, o principal desafio é impedir que o endividamento siga em alta.

O ministro afirmou que a principal pressão sobre a dívida hoje vem dos juros pagos pelo governo para financiar a própria dívida, além do impacto sobre a população, que também acaba enfrentando taxas mais altas. Segundo ele, a redução desse custo depende da construção de confiança na condução da economia e da demonstração de que o país tem condições de manter uma trajetória sustentável para as contas públicas.

Durigan disse que essa credibilidade fiscal é ainda mais importante diante de um cenário internacional marcado por guerras, tensões geopolíticas e incertezas econômicas. Na avaliação dele, a consolidação fiscal é parte da preparação do país para um ambiente global mais instável e deve contribuir para crescimento sustentável, ampliação de investimentos e melhora das condições de vida da população.

Com informações da Agência Brasil

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado