O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou nesta quarta-feira (10) a defesa da soberania nacional durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty. Em sua fala, ele disse que o Brasil não se curva a pressões externas e associou a defesa da política econômica brasileira aos recentes anúncios dos Estados Unidos sobre barreiras comerciais e aumento de tarifas sobre insumos e produtos manufaturados que atingem exportações brasileiras.
Durigan também afirmou que o Pix é um patrimônio estratégico do país e que continuará sob estrita governança do Estado brasileiro. Segundo o ministro, a proteção do sistema de pagamentos é uma das prioridades de sua gestão ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao tratar de temas sociais, o ministro defendeu o fim da escala 6×1, dizendo que o modelo perpetua desigualdades e sobrecarrega trabalhadores de menor remuneração, negros e mulheres que acumulam dupla jornada. Ele mencionou ainda que a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala foi aprovada no fim de maio pela Câmara dos Deputados e terá o cronograma de tramitação definido nesta semana no Senado.
Durigan também endureceu o discurso contra as apostas online. Segundo ele, as bets hoje pagam mais do que a média dos setores empresariais e estão sendo fiscalizadas, com repasse de dados às autoridades. O ministro afirmou que esse trabalho já levou à derrubada de mais de 30 mil empresas irregulares e à proibição do uso de cartões de crédito para apostas.
Na área de segurança pública, Durigan anunciou uma cooperação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com o governo norte-americano para atingir o fluxo financeiro de facções criminosas. A estratégia, segundo ele, será executada por meio da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Polícia Federal, com foco no congelamento de ativos do crime organizado.
No mesmo encontro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, apresentou um balanço sobre a reindustrialização do país. Ele citou a queda do desemprego para 5,6%, o recorde de 103 milhões de brasileiros empregados formalmente e o maior rendimento médio, entre R$ 3.370 e R$ 3.732, como sinais da recuperação econômica. Segundo ele, a indústria cresceu 3,1% em 2024 e avançou 1,7% no primeiro quadrimestre deste ano.