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Economia

Dólar oscila e Bolsa recua, com novos dados de inflação dos EUA e pesquisa Genial/Quaest no radar

Às 13h13, a moeda tinha baixa de 0,23%, cotada a R$ 5,061, e a Bolsa perdia 0,22%, a 176.662 pontos

Redação Jornal de Brasília

15/07/2026 14h02

Foto: Vanderlei Almeida/AFP

FOLHAPRESS

O dólar está em leve queda na tarde desta quarta-feira (15), com investidores atentos a novos dados de inflação dos Estados Unidos e seus possíveis efeitos na trajetória de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano).

No Brasil, o mercado digere a nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest, que mostrou que o presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulação de segundo turno.

Novas tarifas comerciais dos EUA sobre produtos brasileiros também estão no radar.

Às 13h13, a moeda tinha baixa de 0,23%, cotada a R$ 5,061, e a Bolsa perdia 0,22%, a 176.662 pontos.

A tônica dos mercados nesta quarta segue a da véspera, quando dados de inflação CPI (Índice de Preços ao Consumidor) dos Estados Unidos vieram mais fracos do que o esperado.

O índice recuou 0,4% em junho, ante projeções de queda de 0,1%. Para os investidores, o número foi um reforço sobre a perspectiva de que não há urgência para que os juros do Fed subam no curto prazo.

Nesta sessão, o foco está no PPI, índice de preços ao produtor norte-americano. “O dado é acompanhado com atenção porque funciona como um termômetro das pressões inflacionárias nas etapas iniciais da cadeia produtiva americana”, diz Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad.

O Fed acompanha o índice PCE para balizar as decisões de juros.

O PPI, assim como o CPI, caiu inesperadamente em junho, a 0,3%, após alta de 0,6% em maio. A expectativa era de estabilidade. “O resultado abaixo do esperado reforça a mesma leitura de arrefecimento pontual da inflação já observada no CPI de junho, puxada pela queda momentânea dos preços de energia durante a trégua no conflito do Oriente Médio”, diz Nossig

Com a retomada do conflito —e a subsequente disparada do barril do petróleo Brent—, o mercado espera que as novas pressões sobre os custos apareçam nas próximas leituras de inflação, o que deve impor cautela sobre o Fed para as decisões futuras.

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã foi enterrado na semana passada, depois que navios-tanque foram alvo de ataques no Estreito de Hormuz, via responsável por um quinto do transporte global de petróleo e gás natural liquefeitos. Os países voltaram a trocar ofensivas militares desde então.

O petróleo voltou ao patamar de US$ 86 o barril nesta manhã. “O impasse no Oriente Médio segue pressionando os mercados, e isso pode trazer alguma volatilidade para ativos de risco, como o real”, diz Álvaro Maia, analista da StoneX.

No Brasil, a pesquisa eleitoral Genial/Quaest domina os holofotes. O levantamento mostrou que o presidente Lula ampliou a vantagem sobre Flávio Bolsonaro para oito pontos em simulação de segundo turno e venceria a eleição por 45% a 37%.

Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%, e indecisos, 4%.

A vantagem do petista, que era de seis pontos em junho, oscilou dentro da margem de erro. No mês passado, Lula tinha 44% contra 38% de Flávio. Na sondagem realizada em maio, o atual presidente aparecia com 42%, enquanto o congressista do PL tinha 41%, situação que configurava um empate dentro da margem de erro.

“Essa vantagem tende a impactar negativamente o real, dado que os investidores têm reagido negativamente às notícias relacionadas ao ciclo eleitoral. Na prática, algumas reações recentes dos agentes tem revelado uma preferência pela eleição de um novo presidente em oposição a Lula”, diz Maia.

O mercado, segundo fontes ouvidas pela reportagem, é mais favorável a um governo que mostre austeridade fiscal e controle de gastos, em oposição a um mandato expansionista. A leitura é que, com menos estímulos ao consumo, a inflação brasileira pode arrefecer, abrindo espaço para a queda da taxa Selic —e, assim, impulso aos ativos de risco, como Bolsa e real.

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