O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) fechou o ano de 2025 em R$ 8,635 trilhões, valor que se encontra dentro dos limites projetados entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões, conforme a revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF) de setembro de 2024. O montante representa um aumento nominal de 1,82% em relação ao final de novembro de 2025 (R$ 8,480 trilhões) e de 18% ante o encerramento de 2024 (R$ 7,316 trilhões).
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) terminou 2025 em R$ 8,309 trilhões, comparado a R$ 8,165 trilhões em novembro e R$ 6,966 trilhões em 2024. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional em coletiva de imprensa na quarta-feira, 28 de janeiro, com a apresentação do PAF de 2026 e do Relatório Anual da Dívida (RAD) de 2025. O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, destacou que os indicadores permaneceram dentro dos limites graças à boa demanda do mercado.
A composição da dívida por indexadores manteve equilíbrio, com prefixados em 22%, indexados a preços em 25,9%, flutuantes em 48,3% e cambiais em 3,8%, todos dentro das bandas planejadas. Ceron enfatizou a conquista de manter ou reduzir ligeiramente os prefixados, evitando um aumento excessivo nos flutuantes. O subsecretário da Dívida Pública, Daniel Cardoso Leal, ressaltou a gestão equilibrada das emissões, atendendo às necessidades de financiamento do governo com a melhor equação entre custo e risco.
O custo médio do estoque ficou abaixo da taxa Selic média de 14,33%, em torno de 12%, beneficiado pela diversificação. Para 2026, o PAF estabelece limites para a DPF entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões no final do ano, com projeção de aumento na participação de títulos prefixados e estabilidade nos flutuantes. A necessidade líquida de financiamento é estimada em R$ 1,677 trilhão, principalmente devido a vencimentos internos de R$ 1,538 trilhão.
O Tesouro planeja ampliar a presença nos mercados internacionais, com mais emissões em dólares, retorno ao mercado europeu em euros e emissão inaugural em yuan, visando 7% da DPF em instrumentos cambiais. Haverá continuidade em emissões de títulos sustentáveis e gestão ativa da dívida externa, incluindo recompras.
A reserva de liquidez atingiu R$ 1,19 trilhão em dezembro de 2025, equivalente a 7,3 meses de vencimentos, acima do nível prudencial de 3 meses, suficiente para cobrir o primeiro semestre de 2026. Em 2025, as emissões totais da DPF foram de R$ 1,902 trilhão, contra resgates de R$ 1,463 trilhão, resultando em emissão líquida de R$ 439,062 bilhões.
Destaque para as emissões externas, com captação recorde de US$ 10,8 bilhões em quatro operações, incluindo US$ 1,5 bilhão em títulos sustentáveis com vencimento em 2033. No Tesouro Direto, o estoque alcançou R$ 213,240 bilhões, com aumento de 3,81% ante novembro. O Tesouro Selic representou 37,21% do total e 51,46% das vendas de dezembro, que tiveram emissão líquida de R$ 5,949 bilhões.
O programa registrou crescimento de 153% nas vendas líquidas em relação a 2024, com 3,436 milhões de investidores ativos, alta de 14%. Iniciativas como Renda+ (R$ 10,4 bilhões investidos), Educa+ e Pé-de-meia atraíram novos participantes, enquanto a 2ª edição da Olitef envolveu 1.755.186 estudantes em educação financeira. As informações foram retiradas do Governo Federal.