Este plano girará em torno de cinco eixos principais, entre os quais Strauss-Kahn destaca que o FMI deverá assumir uma função de “arquiteto”, mais que de “bombeiro”, para delinear novas regras financeiras internacionais e que, para isso, terá que contar com mais recursos, afirma ao jornal francês “Le Monde”.
O diretor-geral do FMI afirma que o primeiro eixo do plano consiste em iniciar um “novo empréstimo” a fim de resolver os problemas de liquidez a curto prazo sofridos por algumas economias.
Em segundo lugar, estima que o FMI deverá ter mais recursos, já que os que tem atualmente “podem ser insuficientes frente ao alcance das necessidades a médio prazo”.
Além disso, pede que se extraiam as conseqüências das políticas econômicas aplicadas até agora e que permitiram que hajam “bolhas” cuja explosão destrói a economia real, e lembra que essa é a missão que lhe encarregaram os membros ao FMI.
Em quarto lugar, Strauss-Kahn considera que será preciso vigiar a aplicação das novas regras financeiras elaboradas, em conjunto com o FMI, pelo Fórum de Estabilidade Financeira, que reúne os responsáveis dos grandes bancos centrais.
Por último, o plano prevê “ajudar a voltar a pensar um sistema mundial mais coerente e mais simples, mais eficaz e mais coordenado”.
Neste aspecto de remodelação das regras mundiais para o sistema financeiro é onde Strauss-Kahn, como declara ao jornal francês, vê o novo papel de “arquiteto” para o FMI.
Strauss-Kahn afirma que espera que a reunião de Washington assuma “a medida da situação histórica que vivemos” e que dê um impulso à “reforma da governança mundial”.