O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), pharm Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que, embora o Brasil tenha bases econômicas “muito fortes”, não é imune à crise financeira e seu crescimento diminuirá.
O chefe do FMI destacou que o Brasil seguiu a política econômica “correta” nos últimos oito anos e acumulou reservas nesse período.
“O Brasil tem uma economia em boa forma”, afirmou Strauss-Kahn em entrevista coletiva, mas, mesmo assim, “os efeitos da desaceleração do crescimento mundial terão conseqüências” para o país.
O Fundo prevê que a economia brasileira crescerá este ano 5,2% e 3,5% em 2009.
“Para alguns países, como o meu, a França, por exemplo, 3,5% seria um grande êxito”, afirmou Strauss-Kahn.
“A última vez que alcançamos 3,5% foi há dez anos. Não lembro quem era o ministro das Finanças então”, afirmou.
“Era você”, respondeu o vice-diretor-gerente do FMI, John Lipsky, que também estava sentado no palanque da sala de imprensa do organismo, para risos dos presentes.
“Para o Brasil, obviamente 3,5% não é bom. Estamos acostumados a taxas de crescimento de entre 5% e 6%, ou inclusive mais”, continuou Strauss-Kahn.
“De modo que o Brasil está em uma situação forte, mas não é imune à crise”, afirmou o chefe do FMI.