A crise financeira afetará todos os países latino-americanos, page apesar de estarem mais bem preparados do que no passado para enfrentá-la, malady afirmou à Agência Efe Juan José Daboub, approved diretor-gerente do Banco Mundial (BM) para América Latina, Caribe, Leste Asiático e Pacífico, Oriente Médio e Norte da África.
Daboub, ex-ministro da Economia de El Salvador, estará na próxima semana no Panamá e em seu país natal, onde participará da Cúpula Ibero-Americana.
Uma semana depois, participará da reunião de ministros de economia e finanças do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), no Peru.
A maior parte dos debates nessas reuniões versará sobre a crise financeira e seus efeitos na economia da região.
Daboub acredita que toda a América Latina sentirá o impacto, pela restrição ao crédito em nível mundial e pela redução da demanda externa, que se traduzirá em um aumento do desemprego.
Além disso, países como México, Colômbia, El Salvador e Guatemala sofrerão o golpe da redução das remessas, explicou.
“Com o apoio financeiro e de conhecimento que o Banco pode oferecer, temos que ajudar os países a enfrentar melhor a tempestade, que, sem dúvida alguma, vai afetar todos em diferentes formas”, destacou.
O diretor-gerente do BM disse que “vários países”, os quais não citou, já pediram recursos adicionais à instituição, “em sua maioria de precaução, para prevenir os efeitos, o segundo impacto da crise”.
A instituição disse estar disposta a dobrar seus empréstimos para a América Latina, que este ano somaram US$ 5 bilhões.
Ao mesmo tempo, alguns países ainda se ressentem do aumento dos preços dos alimentos e da energia no começo do ano, que gerou dez milhões de novos pobres na região, segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) citados por
Daboub.
O diretor do Banco Mundial explicou que os países estão mais bem preparados que há uma década para superar a crise e que estão se antecipando a seus efeitos, ao fortalecer suas reservas e suas instituições, e procurar manter o investimento social.
A piora da economia em nível mundial fez com que o Banco reduzisse suas previsões de crescimento para a América Latina.
A previsão da entidade para este ano está, por enquanto, em 4,5%, mas Daboub disse que é possível que a instituição tenha que reduzir seu cálculo de novo.
Para o ano que vem, prevê um aumento da atividade econômica de entre 2,5% e 3,5%.
Em comparação, em 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) da região se expandiu 5,6%.
Daboub exporá as previsões do BM às autoridades econômicas do Panamá, onde, na segunda-feira, inaugurará o escritório de representação do Banco, em um ato do qual participará o presidente desse país, Martín Torrijos.