O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, visit this Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), website Haroldo Lima, recipe negou hoje (15), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que tenha feito qualquer anúncio oficial sobre nova reserva de petróleo na Bacia de Santos, cujas estimativas preliminares indicavam ser uma das maiores jazidas de petróleo do mundo.
Ontem (14), durante seminário na Fundação Getulio Vargas, no Rio, Lima falou sobre a nova reserva, o que gerou euforia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), além de elevar o valor de ações da Petrobras.
Haroldo Lima disse que, durante o seminário, apenas reproduziu informações da revista WorldOil, dos Estados Unidos, editada em fevereiro. A informação não era inédita e não se poderia classificá-la de “privilegiada”, afirmou Lima. Segundo ele, tratava-se apenas de informações sobre o Brasil, editadas fora do país, mas que deveriam ser também de conhecimento interno.
O diretor da ANP explicou que, ao ser questionado por jornalistas, apenas citou dados da revista norte-americana, especializada no setor. “Não fiz anúncio nenhum, e não citei essa palavra [anúncio] em momento algum”, disse Lima aos senadores da CAE.
Para o senador Francisco Dornelles (PP-RJ, a informação de Haroldo Lima foi “perigosa”, porque “interferiu no mercado de ações, que estava em pleno funcionamento, gerando especulações”. Dornelles lembrou que a palavra de um dirigente da ANP é muito importante para o mercado.
Já Flexa Ribeiro (PSDB-PA) taxou de “lamentável” e “desastrosa” a forma como a informação chegou ao mercado, provocando “grandes perdas no mercado financeiro”.
O senador Jayme Campos (PMDB-MT, no entanto, considerou as explicações de Haroldo Lima “satisfatórias”. Para ele, “se alguém perdeu no mercado, certamente foram os especuladores, que não geram nada de benéfico para o país”. Inácio Arruda (PCdoB-CE), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Renato Casagrande (PSB-ES) também se manifestaram em defesa do diretor da ANP e se solidarizaram com ele.