A redução no preço das commodities – bens com cotação em mercado internacional – nos últimos dias fez a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrar a quarta-feira com queda superior a 5%. O índice Ibovespa, price que reflete a média das ações mais negociadas, order fechou em baixa de 5,01%, caindo para 58.827 pontos.
As ações que mais afetaram o desempenho da bolsa foram as da Petrobras e da mineradora Vale, por causa da queda no preço do petróleo e dos minérios. Os papéis preferenciais da Petrobras, os mais negociados, recuaram 7,4%. As ações preferenciais da Vale caíram 7,2%.
A desvalorização das commodities ocorre por causa do receio de recessão na economia dos Estados Unidos. Isso porque a desaceleração na atividade econômica norte-americana proporciona redução na demanda por mercadorias agrícolas e minerais, o que acarreta queda nas cotações dos principais itens de exportação do Brasil.
Apesar do índice de queda acentuado, essa não é a maior baixa do ano da Bolsa de Valores de São Paulo. Em 21 de janeiro, o índice Ibovespa caiu 6,6%, também por causa da crise na economia norte-americana.
O barril do petróleo, que na última semana bateu recorde e chegou a ser vendido a US$ 112, fechou o dia em Nova York a US$ 104,48 o barril, recuo de 4,72%. Ao longo do dia, no entanto, a queda chegou a ser superior a 6%. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, a queda nos preços da soja e do milho chegou a interromper a negociação desses produtos.
A instabilidade no mercado financeiro também interferiu na moeda norte-americana. O dólar comercial fechou o dia em alta de 1,23%, vendido a R$ 1,721.
A Bolsa de Nova York, que ontem havia fechado em leve alta após o corte da taxa de juros básicos dos Estados Unidos para 2,25% ao ano (o menor nível desde 2005), também está em baixa. O índice Dow Jones recuou 2,36%.