O desemprego na América Latina e no Caribe caiu para 7,4% no ano passado, segundo informou nesta quarta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Lima.
De acordo com o relatório anual da OIT, chamado Panorama Laboral 2010, dos 229,6 milhões de habitantes que compõem a População Economicamente Ativa (PEA) na América Latina e no Caribe, cerca de 17 milhões de pessoas estavam desempregadas no ano passado e 1,2 milhão conseguiram emprego.
Ao contrário dos Estados Unidos, Espanha e Grécia, que tiveram taxas de desemprego de 10%, 20% e 14% em 2010, respectivamente, a América Latina e o Caribe passaram de 8,4% de desemprego em plena crise de 2009 a uma taxa média de 7,4% no ano passado.
O emprego no setor formal subiu em 3,2% em cinco países da região (Colômbia, Equador, México, Panamá e Peru), mas os postos de trabalho no setor informal cresceram em média 7,2% nas respectivas nações em 2010.
O diretor regional da OIT para as Américas, Jean Maninat, explicou em entrevista coletiva que “a recuperação econômica da região foi mais rápida do que se esperava”.
De acordo com os números da OIT, México foi o país com a menor taxa de desemprego em 2010 (5,4%), seguido pelo Panamá e Bolívia, com 6,5% cada um.
No entanto, o desemprego subiu em Honduras (6,4%), Venezuela (8,8%), Barbados (10,6%), Jamaica (12,9%) e Trinidad e Tobago (6,7%).
A OIT ressaltou que em sete países da região (Brasil, Chile, Costa Rica, México, Nicarágua, Peru e Uruguai) houve um ligeiro aumento dos salários reais, apesar do aumento da inflação em 2010.