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Economia

Desemprego cai a 5,1%, menor nível desde 2012

Em igual período de 2024, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%

Redação Jornal de Brasília

30/01/2026 20h51

carteira de trabalho

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Rio, 30 – A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, nível mais baixo da série histórica iniciada em 2012, segundo os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em igual período de 2024, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%. No trimestre móvel até novembro, a taxa de desocupação era de 5,2%

Com o resultado de dezembro, a taxa anual do indicador de desemprego caiu de 6,6%, em 2024, para 5,6% em 2025, patamar mais baixo desde 2012. Em um ano, a média de pessoas desocupadas no País caiu de 7,2 milhões para 6,2 milhões. Em 2020 e 2021, durante a pandemia, a taxa chegou a 13,7% e 14,0%, respectivamente, e cerca de 14 milhões de brasileiros não tinham trabalho.

O total de pessoas em busca de uma vaga no País no mês passado somou 5,503 milhões no trimestre até dezembro. “É um contingente bem baixo em relação a outros patamares da série histórica da pesquisa”, disse Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

A queda da taxa de desemprego resultou basicamente do aumento no número de pessoas trabalhando no País, tanto no ramo formal quanto informal, ressaltou Adriana. “A retração da taxa de desocupação foi fundamentalmente impulsionada pela geração de trabalho, seja no ramo formal seja informal”, frisou a pesquisadora.

A população ocupada alcançou o maior patamar da série histórica, 102,998 milhões. Em apenas um trimestre, foram absorvidos mais 565 mil trabalhadores, e 542 mil pessoas deixaram o desemprego. “Tanto na comparação trimestral quanto anual teve expansão significativa no número de trabalhadores”, apontou. “Eu consigo absorver pessoas que estão buscando trabalho.”

Do total de ocupados, 68,496 milhões estavam contribuindo para a Previdência no trimestre encerrado em dezembro, um novo recorde também, resultado impulsionado pelo avanço do emprego formal no País, ressaltou a coordenadora do IBGE.

No trimestre encerrado em dezembro, houve a abertura de mais 179 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em setembro. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, 939 mil novas vagas foram criadas.

RENDA. A renda média real do trabalhador chegou a R$ 3.613,00 no trimestre encerrado em dezembro, uma alta de 5% em relação ao mesmo trimestre de 2024. E a massa de renda real paga aos ocupados somou R$ 367,6 bilhões no período, alta de 6,4% ante igual período do ano passado.

A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 22,03 bilhões no período de um ano, para R$ 367,6 bilhões, uma alta de 6,4% no trimestre encerrado em dezembro ante o trimestre terminado em dezembro de 2024. Na comparação com o trimestre terminado em setembro, a massa de renda real subiu 3,1%, com R$ 10,883 bilhões a mais.

CONTA PRÓPRIA

O trabalho por conta própria ganhou a adesão de 219 mil pessoas em um trimestre, para um total de 26,109 milhões de trabalhadores. O resultado representa 638 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O País registrou 2,646 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em dezembro. O resultado significa 9 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em setembro, um avanço de 0,3%.

Estadão Conteúdo

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