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Economia

Desempenho decepcionante

Arquivo Geral

01/10/2013 9h30

A economia do Distrito Federal apresentou um resultado pífio no segundo trimestre deste ano, aponta o Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF) divulgado ontem pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

 

O Produto Interno Bruto (PIB) local cresceu apenas 1,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, simplesmente a metade do desempenho econômico registrado no Brasil, que foi de 3,3%, de acordo com o IBGE.

 

O presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, admite o resultado fraco da economia do DF, mas garante que há uma grande capacidade de recuperação. “É normal que no primerio semestre o governo pise no freio com os gastos. Com isso, a administração pública ficou estagnada e, como se sabe, nossa economia tem uma forte dependência da administração pública”, justificou. 

 

Destaque

 

A construção civil, que representa 4,19% do PIB local, cresceu 3,4% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2012. 

 

O desempenho do segmento foi influenciado pelo programa Minha Casa, Minha Vida e pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tais como Veículos Leves sobre Rodas (VLR). Já na média nacional, a atividade teve incremento de 4%. A construção civil representa 64% de toda a Indústria do Distrito Federal. 

 

 O gerente de base de dados da empresa, Jusçânio Umbelino destacou o crescimento da indústria no DF. “Nosso posicionamento ficou melhor do que a média nacional. A indústria de transformação cresceu mais que a construção civil. No entanto, o peso dela é bem menor na economia local”, explica. “Outro destaque é para os corredores de ônibus que são feitos de concreto e tem alavancado a produção e a venda de cimento, o principal termômetro da construção civil”, afirma. 

 

Dionyzio Klavtianos, diretor de material, tecnologia e produtividade do Sinduscon DF, confirma que as grandes construções tem alavancado o setor. “Essas obras de infraestrutura, como a obra do balão do Aeroporto, fazem a diferença”.

 

Alta na indústria e serviços

 

A atividade industrial, que tem peso de 6,55% no PIB local, registrou avanço de 3,9% no segundo trimestre de 2013, comparativamente ao mesmo período de 2012. No desempenho nacional, o IBGE computou acréscimo de 2,8%.

 

 Em relação especificamente à indústria de transformação, que representa somente 1,65% do PIB total, ocorreu crescimento de 6,4% no trimestre, superior ao resultado para o Brasil (4,6%). A alta na fabricação de produtos alimentícios e bebidas, minerais não metálicos e produtos farmacêuticos influenciaram o resultado no DF.

 

 Já  o setor Serviços, que representa 93,20% de toda a atividade econômica, determinando, portanto, o resultado geral do desempenho econômico local, apresentou variação positiva de 1,6% na comparação dos segundos trimestres de 2012 e 2013. O setor agropecuário, assim como a Indústria, exerce pequeno impacto no desempenho global, pois responde por apenas 0,25% do PIB local. No segundo trimestre deste ano, teve queda de -3,8%. No Brasil, o setor cresceu 13%.

 

Sem queixas na construção

 

Fábio Coqueiro, diretor operacional do Grupo Coqueiro, que atua no varejo da construção, não tem do que se queixar. “Se a economia brasileira refletisse diretamente o aquecimento que estamos sentindo, não haveria ninguém reclamando de crise. Só neste ano o grupo Coqueiro abriu mais duas lojas, uma em Goiás e outra no DF, incentivado pela procura dos clientes, que tem aumentado”, comemora. “Não sei se o Minha Casa, Minha Vida é o gerador dessa demanda, mas podemos afirmar que houve procura de clientes que investem no programa”, completa.

 

No País, previsão menor

 

 O Banco Central (BC) reduziu a projeção de crescimento da economia, este ano, de 2,7% para 2,5%. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, foi divulgada ontem pelo Banco Central, no Relatório Trimestral de Inflação.

 

O BC também divulgou a projeção para o crescimento do PIB em quatro trimestres encerrados em junho de 2014 (2,5%). De acordo com os últimos dados do IBGE, que calcula o PIB, a economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. O PIB totalizou R$ 1,2 trilhão no período de abril a junho. No acumulado do ano, a expansão foi 2,6% e, em 12 meses encerrados em junho, 1,9%.

 

O Banco Central também estima que a inflação fique em 5,8% neste ano e chegue a 5,7% no ano que vem. A previsão anterior era que o IPCA, a inflação oficial medida pelo IBGE, fosse de 6% em 2013 e de 5,4% em 2014.  O consumo das famílias, para o BC, deve crescer 1,9% em 2013, ante estimativa anterior de 2,6%, enquanto para o consumo do governo a projeção caiu de 2,4% para 1,8%

 
 
Números
 
 3% foi o crescimento do comércio do Distrito Federal no segundo trimestre deste ano, um pouco abaixo dos 3,5% registrados no Brasil.
 
 
8,4% foi a alta na venda de veículos novos no período, o que ajudou a impulsionar o desempenho do comércio local
 

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