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Economia

Desaceleração da economia mundial em 2009 é consenso entre bancos centrais

Arquivo Geral

10/11/2008 0h00

Os presidentes de bancos centrais que participaram do encontro anual do Banco Internacional de Compensações (BIS, visit this na sigla em inglês), buy em São Paulo, side effects admitem que a economia mundial vai passar por um processo de desaceleração no ano que vem.


A informação é do presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, que concedeu entrevista coletiva hoje (10) no intervalo das reuniões do encontro.


“Há um consenso de que a economia mundial vai se desacelerar substancialmente em 2009”, afirmou Meirelles. “É esperado, inclusive, que países industrializados tenham uma contração de seus produtos [Produto Interno Bruto]. Já os emergentes devem crescer, mas com taxas menores.”


Segundo Meirelles, no encontro do BIS, “o banco central do bancos centrais”, a crise financeira internacional foi o principal tema. Os representantes avaliaram a situação global e também de alguns países, em específico, e chegaram a um segundo consenso: o pior já passou, mas o momento ainda é preocupante.


“A situação dos mercados melhorou. Mas ainda está longe da normalidade”, disse o presidente do BC.


Outro consenso que saiu do encontro diz respeito à regulação. Meirelles contou que há uma opinião comum entre os representantes de bancos centrais de que é necessário um controle maior sobre as operações do mercado.


“Todos concordam que há necessidade de se fazer, de fato, uma supervisão mais rigorosa, e que as normas prudenciais têm que ser mais rígidas, principalmente, no que se refere à alavancagem”, disse Meirelles, citando a possibilidade de estabelecer limites para operações de crédito. “Há certos países, onde o total de empréstimos e outros ativos têm valor muito grande em relação ao patrimônio da instituição.”


Da reunião, sairão recomendações para o fortalecimento do Fórum de Estabilidade Internacional (FSF, na sigla em inglês), inclusive com mais participação de países emergentes em instância decisórias, e também para a convergência de normas entre bancos centrais.

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