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Economia

Déficit primário das contas públicas atinge R$ 16,4 bilhões em fevereiro

Setor público consolidado registra saldo negativo menor que em fevereiro de 2024, com dívida líquida subindo para 65,5% do PIB.

Redação Jornal de Brasília

31/03/2026 11h36

banco central

Banco Central. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O setor público consolidado, que inclui União, estados, municípios e empresas estatais, registrou um déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro. O resultado representa uma redução em relação aos R$ 19 bilhões de déficit observados no mesmo mês de 2024.

Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (31). O déficit primário é calculado como a diferença entre receitas e despesas, excluindo o pagamento de juros da dívida pública.

No Governo Central, o saldo negativo chegou a R$ 29,5 bilhões, pressionado por despesas com o Programa Pé-de-Meia e reajustes ao funcionalismo público. Esse valor difere do déficit de R$ 30 bilhões divulgado pelo Tesouro Nacional na segunda-feira (30), devido a metodologias distintas de cálculo, que consideram variações na dívida dos entes públicos.

Os governos regionais, estaduais e municipais, por outro lado, apresentaram superávit primário de R$ 13,7 bilhões, superior aos R$ 9,2 bilhões de fevereiro de 2024, ajudando a compensar o déficit central.

Já as empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas Petrobras e Eletrobras, contribuíram negativamente com um déficit de R$ 568 milhões, revertendo o superávit de R$ 299 milhões do ano anterior.

Os gastos com juros da dívida pública totalizaram R$ 84,2 bilhões em fevereiro, elevando o déficit nominal do setor público consolidado para R$ 100,6 bilhões, ante R$ 97,2 bilhões no mesmo período de 2024.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit primário acumulado foi de R$ 52,8 bilhões, equivalente a 0,41% do PIB, enquanto o déficit nominal atingiu R$ 1,1 trilhão, ou 8,48% do PIB.

No ano de 2024, as contas públicas fecharam com déficit primário de R$ 55 bilhões, representando 0,43% do PIB.

A dívida líquida do setor público alcançou R$ 8,4 trilhões em fevereiro, correspondendo a 65,5% do PIB, um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior. O incremento deveu-se ao déficit primário, aos juros nominais e à apreciação cambial de 1,5%, parcialmente compensados pela variação do PIB nominal.

A dívida bruta do governo geral chegou a R$ 10,2 trilhões, ou 79,2% do PIB, também com alta de 0,5 ponto percentual.

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