Sheila Oliveira
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A professora Andréia do Nascimento já prepara o orçamento familiar para 2011. Entre as despesas principais estão a mensalidades e o material escolar das crianças, além das taxas extras cobradas pela instituições particulares. As tais taxas servem para pagar as atividades extracurriculares desenvolvidas pelas escolas ao longo do ano, ou seja, os passeios escolares, as viagens, festas de confraternização e campeonatos escolares de atividades físicas, entre outras. “Nós preparamos o nosso orçamento incluindo esses gastos extras que ocorrem mensalmente. Assim evitamos o susto. Se a gente for somar é uma média de R$ 100 por mês com as minhas três filhas”, conta Andréia.
De acordo com a professora, esses gastos estão previstos no contrato com a escola, mas os valores não são discriminados. “Eles dizem que são gastos extras e facultativos. Mas dependendo do passeio pode sair caro para a gente. Só a mensalidade das três custa cerca de R$ 1,5 mil”, diz.
A programação de atividades da filha mais velha de Andréia, Iara Gomes de Andrade, 12 anos, prevê viagem a São Paulo. “Por se tratar de viagem para um lugar longe, sei que vai ser cara. Mas já conversei com minha filha de que não teremos condições de arcar com isso”, diz.
Segundo a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe), Amábile Passos, não há regra para a cobrança dessas taxas. “Na maioria das escolas essas taxas vêm separadas do valor da mensalidade e são optativas”, salienta. Para o diretor- geral do Procon do DF, Oswaldo Morais, não se pode cobrar nada sem a informação prévia. “Apesar de não existir legislação sobre o assunto é necessário que as escolas informem aos pais, com antecedência, sobre os valores dessas atividades extracurriculares”, aponta.
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