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Economia

Crise será diferenciada na América Latina, diz BID e FMI

Arquivo Geral

15/04/2008 0h00

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordaram hoje que o impacto da desaceleração econômica dos Estados Unidos, site que pode gerar uma recessão, será “diferenciado” na América Latina.

O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, comentou no Fórum Econômico Mundial (FEM), que é realizado entre hoje e amanhã na cidade turística de Cancún, que a região possui uma composição “heterogênea”.

Nesse sentido, afirmou que os países que sentirão mais o pobre desempenho econômico dos EUA serão os caribenhos e centro-americanos que dependem em maior medida das remessas americanas.

Ele lembrou que 70% das remessas recebidas na América Latina provêm dos EUA, o que terá um efeito importante especialmente nos países menores.

No entanto, estimou que o impacto “não será severo” na região, porque o consumo veio crescendo “como nunca na história” do continente, e a pobreza extrema se reduziu.

Além disso, declarou que a região goza de uma das melhores situações econômicas possíveis, o que se traduz em que alguns países com balanços fiscais com superávit.

Por último, Moreno afirmou que a América Latina crescerá este ano entre 4,3% e 4,5%, ao contrário do ano passado, quando o Produto Interno Bruto (PIB) da região se expandiu 5,5%.

O diretor do Departamento da América Latina do FMI, o indiano Anoop Singh, opinou que o principal desafio dos países latino-americanos será manter a baixa inflação mantida nos últimos dez anos, que se encontra ameaçada por aumentos nos preços dos alimentos e nas matérias-primas básicas (commodities).

Singh advertiu que as condições financeiras continuam “estreitando” e a aversão ao risco dos investidores continua presente, mas se mostrou confiante que a região poderá enfrentar a situação econômica dos EUA, porque, segundo ele, a maioria dos países reconhece a importância da estabilidade macroeconômica.

No entanto, o analista previu que a duração da desaceleração americana tomará “muito tempo”, pois, em sua opinião, se trata de uma correção no setor da habitação que o país não experimentava desde o pós-guerra.

O presidente do Citigroup para a América Latina e México, Manuel Medina Mora, que também participou da sessão, declarou que para o grupo financeiro que representa a situação dos EUA, uma recessão ocorrerá em breve e afetará “todo o mundo desenvolvido”, principalmente Europa e Japão.

Medina Mora apontou, nesse contexto, que o impacto para a América Latina será “moderado”, mas reduzirá um ponto percentual de crescimento do PIB ao ano.

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