O número de empregos formais criados no Brasil entre janeiro e setembro deste ano foi de 2,07 milhões, o que representa uma queda de 16,5% em relação ao mesmo período de 2010, quando foram gerados 2,49 milhões de vagas.
Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho, que indicou que durante o mês de setembro foram criados 209.078 novos empregos formais.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, explicou que a queda na geração de emprego em relação ao mesmo período do ano anterior é consequência do impacto da crise financeira global, que afetou especialmente “a indústria de transformação”.
Apesar do dado negativo, Lupi afirmou que a situação, inserida no contexto de crise global, “não preocupa”, pois “o mercado interno” do país “continua muito forte”.
O ministro também ressaltou que, apesar de ceder em relação ao ano anterior, o processo de geração de empregos “não se deteve” e “é robusto”, o que se confirma também pela taxa de desemprego que se mantém próxima a 6% da população economicamente ativa.
Por fim, Lupi admitiu que os dados dos primeiros nove meses do ano indicam que o Governo não alcançará a meta que tinha traçado para o 2011, que era gerar três milhões de empregos formais.