O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou hoje que este ano liberou créditos no valor de R$ 35 milhões para projetos de infra-estrutura no país, thumb valor 128% superior ao dos empréstimos aprovados no ano passado.
Trata-se do maior valor já destinado na história do país a financiar projetos de infra-estrutura, segundo um comunicado do BNDES.
Os créditos aprovados pelo banco este ano para projetos nas áreas de energia, petróleo e gás, logística e telecomunicações financiarão grande parte dos investimentos totais no valor de R$ 52 bilhões nos próximos anos.
Segundo o BNDES, a maior parte dos recursos financiará obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o programa de incentivo à economia anunciado em janeiro pelo presidente Lula e que prevê investimentos públicas e do setor privado de US$ 234 bilhões até 2010.
O banco também informou que sua carteira para projetos na área de infra-estrutura reúne 336 operações, entre contratadas, aprovadas e em análise, no valor de R$ 81 bilhões.
Os projetos que aspiram ou já contrataram créditos com o BNDES prevêem investimentos de R$ 159 bilhões.
Segundo o banco, apenas para a área de energia elétrica, sua carteira prevê créditos de R$ 27 bilhões para financiar 120 projetos com investimentos de R$ 45 bilhões.
Na área de petróleo e gás, há 84 projetos que aspiram a receber créditos de R$ 21 bilhões para obras com um custo de R$ 35,7 bilhões.
O banco também tem em sua carteira 61 projetos na área de logística (transportes e portos) e 60 no de telecomunicações.
A carteira ativa do banco nas áreas de insumos básicos (siderurgia, mineração, metalúrgica, cimento, química, petroquímica e papel) inclui 128 projetos que aspiram a créditos de R$ 46 bilhões para financiar investimentos de R$ 133 bilhões.
O banco informou que seus desembolsos para investimentos em infra-estrutura e insumos básicos também foram recordes este ano.
Os desembolsos para projetos em infra-estrutura chegaram a cerca de R$ 14 bilhões, com um crescimento de 50% frente aos de 2006.
Os desembolsos para insumos básicos chegaram a R$ 7,5 bilhões, valor 25% superior ao do ano passado.