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Economia

CPMI do INSS vai ouvir filho de Camisotti e deputado que ameaçou integrante da comissão

Paulo Camisotti e Edson Araújo devem depor sobre suspeitas de descontos irregulares; comissão aprovou quebra de sigilos e prevê condução coercitiva em caso de ausência

Redação Jornal de Brasília

05/02/2026 14h25

Foto: Lula Marques/Agência Brasil Versão em áudio

Foto: Lula Marques/Agência Brasil Versão em áudio

A CPI do INSS ouvirá na próxima segunda-feira, 9, o filho do empresário Maurício Camisotti, Paulo Camisotti, e o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB), alvo de operação da Polícia Federal sobre descontos não autorizados em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Paulo é titular de empresa que recebeu dinheiro de uma das associações acusadas de participação no esquema. Segundo a CPI, o pai dele é um dos principais articuladores da fraude do INSS.

Já Edson Araújo presidiu entidade de pescadores responsável por descontos associativos e já foi acusado pelo vice-presidente da comissão, deputado Duarte Júnior (PSB-MA), de ser beneficiário do esquema.

Depois dessa denúncia, Araújo fez ameaças a Duarte em mensagens no WhatsApp. “Palhaçada. Quer aparecer. Lugar de palhaço é no circo”, disse Araújo. “Você vai ter que provar tudo que falou ou vai se arrepender”, concluiu. “O que você vai fazer?” perguntou Duarte. “Você vai saber”, respondeu Araújo.

Depois desse episódio, em novembro do ano passado, a CPI aprovou a convocação e quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de Araújo.

Segundo o presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), se algum dos dois faltar, poderão ser trazidos para depor à comissão por condução coercitiva.

Será a segunda sessão da CPI neste ano. Na primeira, nesta quinta-feira, 5, compareceu ao colegiado para prestar depoimento o atual presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.

Estadão Conteúdo

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