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Economia

Correios reabrem inscrições para PDV em reestruturação financeira

Iniciativa visa adesões voluntárias de até 15 mil empregados para reduzir custos em meio a crise da estatal.

Redação Jornal de Brasília

30/01/2026 14h53

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os Correios anunciaram a reabertura das inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos empregados, a partir da primeira semana de fevereiro. A participação é pessoal e voluntária, com prazo até 31 de março, e os desligamentos serão concluídos até o fim de maio.

A expectativa da estatal é atrair até 15 mil adesões entre 2026 e 2027, gerando economia anual estimada de R$ 2,1 bilhões em despesas de pessoal, com impacto pleno a partir de 2028. Atualmente, os Correios contam com mais de 82 mil empregados próprios e mais de 10 mil terceirizados.

O PDV de 2026 integra a Fase 1 do Plano de Reestruturação Econômico-Financeiro para o período de 2025-2027, com o objetivo de reduzir custos e garantir a sustentabilidade da empresa. O plano anterior, de 2025, teve adesão de cerca de 3,5 mil empregados.

Entre as novidades do novo PDV, destacam-se o fim das restrições de idade máxima — antes limitada a 55 anos ou mais — permitindo adesão a qualquer empregado com pelo menos dez anos de serviço na empresa. Outras condições incluem ter recebido remuneração por no mínimo 36 meses nos últimos 60 meses e não ter completado 75 anos até a data do desligamento. Os participantes e dependentes poderão optar pelo Plano de Saúde Família, com mensalidades acessíveis e cobertura regional.

No contexto da reestruturação, os Correios captaram R$ 12 bilhões em crédito para custear as ações de estabilização emergencial. A estatal projeta redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028, incluindo o fechamento de mil agências deficitárias. A infraestrutura atual compreende mais de 10.350 unidades de atendimento, além de 1,1 mil centros logísticos de distribuição e tratamento. Também está prevista a venda de imóveis ociosos para gerar recursos e cortar custos de manutenção.

A medida responde a uma crise financeira diagnosticada, com déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025. Os dados consolidados de 2025 ainda não foram divulgados.

Com informações da Agência Brasil

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