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Economia

Copom discutiu mudar balanço de riscos, mas achou prudente aguardar informações, diz Picchetti

O diretor destacou ainda que, mesmo que os itens mencionados no balanço de riscos não mudem, as probabilidades do que pode ou não acontecer mudam ao longo do tempo.

Redação Jornal de Brasília

26/03/2026 12h53

Foto: Agência Brasil

O diretor de Política Econômica e Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, disse nesta quinta-feira, 26, que o Comitê de Política Monetária (Copom) discutiu, durante a sua última reunião, fazer mudanças no balanço de riscos para a inflação, em meio ao aumento da incerteza global, mas que, por ora, a avaliação foi de que é mais prudente aguardar novas informações antes de promover qualquer alteração.

“Dada essa incerteza muito grande a gente achou prudente nesse momento ter mais informações, acompanhar mais os desdobramentos do que vai acontecer antes de fazer uma revisão em relação ao que a gente já tem”, disse Picchetti, durante coletiva do Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre.

O diretor destacou ainda que, mesmo que os itens mencionados no balanço de riscos não mudem, as probabilidades do que pode ou não acontecer mudam ao longo do tempo. “Não é só uma questão de contar número de riscos para cima ou para baixo. Cada um desses riscos têm uma probabilidade associada e um impacto associado sobre o que é, no fundo, o que é a nossa preocupação central, de atingir a meta de inflação. E isso muda ao longo do tempo, mesmo que os itens não mudem”, explicou.

Em relação às revisões altistas que o BC fez nas projeções de inflação, tanto para este ano quanto para o terceiro trimestre de 2027, horizonte de atuação da política monetária, Picchetti disse que foram reflexo da alta nos preços de energia, após a eclosão do conflito no Oriente Médio. O BC espera IPCA de 3,3% para o final do terceiro trimestre de 2027, ante projeção anterior de 3,2%

Picchetti salientou que esse número é o que normalmente concentra as atenções dos agentes, mas que, mais do que esse número em si, é preciso reconhecer que há aumento da dispersão dos números de inflação, em meio a toda a incerteza que envolve o ambiente global hoje. “E essa dispersão, óbvio, aumentou bastante.”

Estadão Conteúdo.

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