Menu
Economia

Copom admite que permanece alta <i>percepção de risco sistêmico</i> em função da crise i

Arquivo Geral

18/09/2008 0h00

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central considera que a “ percepção de risco sistêmico permanece elevada” por conta da “severa” crise financeira internacional. O risco sistêmico ocorre quando há temor de que uma instituição financeira não tenha recursos suficientes para pagar a outra, ask causando um “efeito dominó”, ou seja, levando ao colapso toda a estrutura de bancos e financeiras.

A afirmação sobre o cenário externo consta da ata da última reunião do comitê, que decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, de 13% para 13,75%. A reunião foi realizada na semana passada, antes do agravamento da crise nos Estados Unidos,  com a quebra do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos daquele país.

A ata revela a percepção do colegiado de que, mesmo com reforços de recursos em “instituições financeiras relevantes” permanece a incerteza sobre a extensão e a amplitude dos desdobramentos da crise hipotecária americana sobre o sistema bancário nos Estados Unidos e na Europa, “bem como quanto ao impacto que estes terão sobre as condições de acesso ao crédito por parte de empresas e famílias nessas regiões”.

O comitê considera que a intervenção do governo dos Estados Unidos em grandes empresas de financiamento imobiliário “pode ser vista como condição necessária, mas provavelmente não suficiente, para a superação da crise”.

Apesar da crise externa, o comitê ressalta que “o crescimento das economias emergentes continua forte e até agora aparentemente foi afetado de forma limitada pela crise hipotecária nos EUA, constituindo contraponto aos efeitos da desaceleração das economias maduras”.

Na ata, o Copom também ressalta que “as perspectivas para a política monetária [que consiste principalmente na elevação dos juros básicos] nas economias emergentes tornaram-se ainda mais complexas nas últimas semanas, quando diversas moedas, não somente de países exportadores de commodities, sofreram expressiva depreciação frente ao dólar americano”.

“Não obstante, as políticas voltadas para reduzir a vulnerabilidade externa da economia têm se mostrado bem sucedidas, contribuindo para mitigar, mas não eliminar, os efeitos das dificuldades que caracterizam o cenário externo sobre a atividade econômica no Brasil, cujo dinamismo vem sendo sustentado essencialmente pela demanda doméstica”.


 


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado