A conta corrente do Brasil apresentou saldo negativo de US$ 717 milhões em julho, patient o primeiro déficit nas transações internacionais do país desde janeiro de 2006, informou hoje o Banco Central.
O número contrasta com o superávit de US$ 3,055 bilhões alcançado em julho de 2006.
Segundo um “relatório do setor externo” divulgado pelo Banco Central (BC), o déficit é atribuído ao aumento das importações que foram impulsionadas pela valorização do real frente ao dólar e pelo crescimento da economia brasileira.
Este é o primeiro déficit da conta corrente brasileira desde janeiro de 2006, quando o saldo negativo foi de US$ 314 milhões e o pior resultado desde abril de 2004, quando os números vermelhos indicaram US$ 757 milhões.
Segundo o relatório, houve em julho um aumento de 64% nas remessas de lucro para o exterior por parte das multinacionais, o que ajuda a explicar o resultado.
Essa saída de capitais alcançou US$ 3,2 bilhões e se aproximou dos US$ 3,6 bilhões investidos pelos estrangeiros no mesmo mês, segundo a informação.
O resultado da conta corrente “esteve acima das expectativas oficiais”, reconheceu o chefe do Departamento de Economia do Banco Central, Altamir Lopes, ao comentar os resultados em entrevista coletiva.
No mês também foi registrado o pagamento de US$ 979 milhões em bônus da República colocados em mercados externos.
No acumulado do ano entre janeiro e julho, o saldo da conta corrente chegou a US$ 3,666 bilhões, 37% a menos do que os primeiros sete meses de 2006.
O saldo negativo na conta corrente foi verificada apesar de um forte aumento dos investimentos estrangeiros diretos.
Entre janeiro e julho a receita direta líquida alcançou US$ 24,448 bilhões, comparado com os US$ 8,971 bilhões em igual período de 2006.