Segundo a estatal, no acumulado do ano até outubro o indicador cresceu 5,2%.
Nos 12 meses encerrados em outubro, a demanda acumulada alcançou 372.960 GWh, com alta de 5,0% comparada com o mesmo período do ano anterior.
Em termos absolutos, foi um aumento anual recorde de 17.861 GWh, equivalente ao consumo anual de toda a região metropolitana do Rio de Janeiro.
O consumo de eletricidade na indústria, no comércio, nos serviços e nas residências tem crescido significativamente desde o começo do ano em todas as regiões.
Estes resultados refletem e confirmam o comportamento dinâmico e contínuo da atividade econômica, e os sinais positivos iniciados em meados de 2006 e que continuaram este ano, disse a EPE.
Entre os fatores que explicam o comportamento se incluem o aumento do investimento externo direto, a recuperação de atividades da agro-indústria e o aumento das exportações de produtos básicos e matérias-primas.
A EPE também enumerou o aumento da renda da população, a redução das taxas de juros e a maior disponibilidade de crédito para adquirir eletrodomésticos.
O maior aumento do consumo de eletricidade está localizado nas indústrias de bebidas, alimentos, bens de capital e de consumo.
As vendas a varejo de eletrodomésticos em geral cresceram 10% no primeiro semestre. Para todo o ano, as de linha branca devem avançar 20% em relação a 2006.
A EPE também enumerou o forte ritmo de abertura de novos shoppings, supermercados e hotéis e a conexão de novos pontos residenciais.
Nos 12 meses até outubro, 1,7 milhões de novos consumidores foram incorporados à rede nacional, incluindo 440.000 famílias carentes beneficiados pelo programa Luz Para Todos, do Governo Federal.
O aumento das temperaturas em algumas regiões também estimulou o maior uso de ar-condicionado em comércios e residências.